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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Do original ao remake: Rubí



Uma das autoras mexicanas mais prolíficas e que conseguiu capturar a imaginação de milhões de pessoas é, sem dúvida, Yolanda Vargas Dulché, mais conhecida como “A rainha das historietas”, criadora de mais de 60 histórias e de personagens inesquecíveis. Em meados da década de 50, Yolanda adentrou a indústria editorial com a revista de historietas românticas Lágrimas, Risas y Amor, de onde nasceram verdadeiras lendas e clássicos, como Rubí.

Tempo depois, com a imagem em preto e branco, pouco sinal de cobertura no país e muitas outras limitações da televisão da época, foi ao ar, em 1968, às 18h30, a primeira versão televisiva de Rubí, telenovela escrita por ela, Yolanda, dirigida por Fernando Wagner e produzida por Valentín Pimstein para a emissora Televicentro, hoje Televisa. O melodrama deu novos ares à televisão mexicana e encantou o público que seguiu os 60 capítulos de meia hora que colocaram em evidência a atuação de Fanny Cano, a encarregada de dar vida à personagem que exalava sensualidade com sua figura curvilínea e uma assombrosa capacidade de exibir sua beleza mesmo nos momentos mais dramáticos.

A trama contava a história de Rubí (Fanny Cano), uma jovem pobre, porém, muito ambiciosa, que vivia com sua mãe Refugio (Alicia Montoya) e sua irmã Cristina (María Eugenia Ríos), que pagava seus estudos universitários. Sua melhor amiga era Maribel (Irma Lozano), uma companheira de estudos que tinha uma deficiência em sua perna direita, devido a uma paralisia infantil. Maribel vivia com seu pai, o senhor De la Fuente (Antonio Raxel), um homem muito milionário. Rubí invejava Maribel, que era rica e tinha um namorado com quem se correspondia por cartas, César Valdés (Carlos Fernández), um engenheiro que vinha conhecê-la pessoalmente na companhia de seu melhor amigo, o médico Alejandro del Villar (Antonio Medellín). Ambos estudaram no exterior e imediatamente Rubi sente-se atraída por César, por ser bonito e ter dinheiro, o que não acontecia com Alejandro, quer era de origem humilde.

Percebendo que Rubí não era sincera e que odiava Maribel, Alejandro advertia César dizendo que a bela mulher poderia destruir sua sorte antes mesmo dela se realizar. Maribel e César planejavam seu casamento e Rubí se oferecia para ajudar César com as compras da aliança e do enxoval. Com sua sensualidade, começa, assim, a atrair César, que se apaixona perdidamente por ela. César confessa seus sentimentos a Alejandro, e este lhe aconselha que deva casar-se com Maribel e esquecer Rubí, por quem sente somente desejo. Rubí consegue pôr César contra seu amigo, inventando que Alejandro tratou de abusar dela. César esmurra Alejandro e lhe diz que não quer voltar a vê-lo.

Em seu escritório, César propõe a Rubí que viaje com ele à Nova Iorque, onde o contrataram para a construção de um edifício, e Rubí aceita. Maribel, que nesse momento estava vindo ver César, escuta tudo. César e Rubí planejam fugir, mas antes de embarcar no avião, sua irmã a maldiz e a bofeteia.  Maribel, depois de um tempo isolada, visita Alejandro no hospital onde ele trabalha e este lhe oferece emprego como voluntária.

Longe de todos, Rubí torna-se viciada em jogos de azar. César sofre um acidente, cai do alto do edifício que projetou e fica em cadeira de rodas. Maribel conhece o doutor Fernando Cuevas (Javier Ruán) no hospital onde trabalha, se apaixonam e se casam. Rubí continua jogando e deixando César na ruína. Precisando de uma operação e sem dinheiro, ambos decidem voltar ao México, onde Rubí procura Alejandro e conta o que aconteceu com César. Alejandro a despreza, mas, por compaixão, visita César e decide operá-lo.

Rubí começa a conquistar Alejandro, que a princípio a rejeita, mas que depois acaba aceitando-a. Rubí propõe a Alejandro que mate César durante a operação e ele a ignora. Minutos antes da operação, Rubí diz a César que ama Alejandro e que se casarão. César fica destruído e, durante a operação, Alejandro se atormenta pensando nas coisas que Rubí lhe havia dito, se distrai e César morre.

Alejandro, sentindo-se culpado, procura Rubí, discutem e a estrangula. Rubí, na tentativa de escapar, tropeça e cai da janela do sétimo andar do Hotel Regis, onde não havia pagado a conta há vários meses. No hospital, Rubí, destruída, com faixas por todo seu corpo e rosto, acusa Alejandro de atirá-la do edifício, mas faz isso para que a polícia o traga até ela. Quando este chega para que Rubí ratifique sua acusação, ela confessa que mentiu, dizendo que Alejandro não teve nada a ver com o acidente e pede para que os deixem a sós. Rubí tira as faixas do rosto e depois de pedir perdão por haver brincado com seus sentimentos, morre em meio a terríveis dores. Alejandro, ao sair do hospital, se encontra com Eloísa (Velia Végar), a enfermeira que o auxiliava no trabalho e que sempre lhe amou em silêncio. Ele se dá conta de seu amor verdadeiro e se casam.

No final, se exibiam as imagens de Rubí e, na voz da própria escritora, se escutava a seguinte advertência: “A ti mulher que tem seguido passo a passo o desenvolvimento desta história, que ela te sirva de exemplo para evitar que tua beleza física apague tua beleza moral. A ti homem que viu o engano e a perversidade ocultos sob a beleza, não se detenha diante de lábios acesos e olhos fascinantes, conheça primeiro a alma da mulher que há de amar, te diz tua amiga Yolanda Vargas Dulché”.

Passado um ano após a exibição de Rubí, Yolanda sentia-se animada com a ideia de levar a história da bela ambiciosa ao cinema e, para isso, em 1969, gravou a versão fílmica estrelada pela recém-chegada em terras mexicanas, Irán Eory, sob a direção de Carlos Enrique Taboada. Devido ao seu acentuado sotaque espanhol, Irán teve que ser dublada por Norma Lazareno, para que convencesse como personagem legitimamente nacional. O filme - que pode ser encontrado no Youtube - estreou em 17 de setembro de 1970 e se manteve em cartaz no cinema por três semanas. Críticos afirmam que apesar da beleza indiscutível de Eory, não se via a atriz tão sensual quanto Fanny Cano, pois lhe faltou algum detalhe na interpretação, certa desenvoltura e malícia.

O filme foi apenas um resumo da telenovela e contou a mesma história da jovem ambiciosa que morava com a mãe (Sara Guasch) e a irmã Cristina (Rosa María Gallardo) e invejava a riqueza de sua amiga Maribel (Alicia Bonet), que sofria de uma deficiência na perna que lhe fazia mancar. A ambição de Rubí fazia com que traísse sua amiga, roubando-lhe o noivo César (Carlos Bracho), e casando-se com ele. Enturmando-se nos altos círculos sociais para se relacionar com gente que a faria escapar da mediocridade e da pobreza, tornava-se viciada em jogos de cassinos e pôquer e perdia tudo que possuía.

Quando César sofre um acidente que o deixa preso em uma cadeira de rodas, sem recursos, decidem procurar Alejandro (Aldo Monti), o amigo cirurgião com quem Rubí teve problemas no passado. Este aceita ajudá-los, contanto que após a cirurgia, Rubí mantenha-se distante dele. No entanto, ela volta a utilizar seus encantos femininos para conseguir o que quer e atiça Alejandro para assassinar seu marido durante a cirurgia. O médico, arrependido depois ter dado ouvidos à maldita mulher e ter perdido seu amigo na mesa de operação, confronta a vilã, que termina caindo pela janela do apartamento. Seu rosto fica deformado, ela se arrepende e pede perdão por todo mal que causou. Alejandro, sem chão, decide reconstruir sua vida ao lado da enfermeira Eloísa (Adriana Roel), que todo tempo esteve ao seu lado.

Nos anos oitenta, houve uma tentativa de se realizar uma nova versão da história para a televisão, porém a Televisa não chegou a nenhum acordo com Yolanda Vargas Dulché e o projeto não se concretizou. A nova versão somente veio surgir em 2004, cinco anos após o falecimento de Yolanda, quando a Televisa novamente adquiriu os direitos da história e realizou o remake, adaptado por Ximena Suárez e produzido por José Alberto Castro, cheio de novas situações e personagens, mas que se tornou um triunfo internacional.

Assim como na versão fílmica, não foi uma mexicana que viveu a sensual e descarada Rubí. Nesta ocasião, dentre nomes como Patricia Manterola, Aracely Arámbula, Sara Maldonado, Vanessa Guzmán, Sabine Mousier e Jacqueline Bracamontes, que eram as principais cotadas para o melodrama, foi a uruguaia Bárbara Mori a encarregada de dar vida à perversa heroína mais malévola das telenovelas.

Aclamada pelo público e pela crítica como a melhor telenovela de 2004, o remake contava a já conhecida história cheia de intrigas e traições que nos mostrava como o destino havia negado a Rubí Pérez (Bárbara Mori) uma boa situação econômica, mas lhe favorecido com uma extraordinária beleza. A vaidade, o orgulho e a cobiça que a invadiam, levava-a a lutar constantemente entre o desejo de encontrar um grande amor e a obsessão desesperada pelo dinheiro. Esse desejo fazia com que Rubí quisesse mudar sua situação econômica utilizando sua beleza como arma para casar-se com um homem rico que lhe proporcionasse a vida luxuosa que sempre sonhou.

Rubí estudava em uma universidade particular graças a uma meia bolsa e ao apoio de sua irmã, Cristina (Paty Díaz), que trabalhava duramente para complementar a mensalidade da faculdade e ajudar sua mãe, Refugio (Ana Martín), nas despesas de casa. Na universidade, Rubí fazia amizade com a doce e sensível Maribel (Jacqueline Bracamontes), uma jovem milionária que ficou com um problema na perna depois de sofrer um acidente em que também perdeu sua mãe.

Quando Rubí visita a mansão de sua amiga, se convence de que esta é a classe de vida que ela merece e fará o que seja necessário para consegui-la. Maribel, tímida devido ao seu defeito físico, passa a maior parte do tempo no computador com um rapaz chamado Héctor (Sebastián Rulli), por quem se apaixona. Héctor mora nos Estados Unidos e algum tempo depois volta ao país para conhecer Maribel, que omitiu do rapaz sua deficiência. Héctor fica encantado por Maribel e lhe pede em casamento.

Através de Maribel, Héctor conhece Rubí e lhe apresenta para seu melhor amigo, Alejandro (Eduardo Santamarina), um jovem ortopedista que fica encantado com a beleza de Rubí. Entre os dois nasce um profundo amor e Rubí fica muito feliz, pois além de estar apaixonada por Alejandro, também acredita que finalmente sua vida será mais justa, pois poderá se casar com um jovem rico, bonito e perdidamente apaixonado por ela. A felicidade de Rubí dura pouco, pois ela logo descobre que a família de Alejandro não é rica e que terá que escolher entre se casar com o homem que ama ou ir atrás do sonho de ser rica, mesmo que nunca volte a encontrar esse verdadeiro amor. A ambição acaba falando mais alto e Rubí rompe seu compromisso com Alejandro.

Fiel a seu juramento, e apesar de seu amor pelo médico, o rejeita. Alejandro se distancia e a ambiciosa jovem segue disposta a conseguir um marido rico, mesmo que para isso tenha que pisotear sua amizade com Maribel. Rubí decide separar sua amiga de Héctor para que possa ser ela quem se case com o arquiteto e realize, assim, seus ambiciosos sonhos. No entanto, ainda que seu sonho de luxos e riquezas se torne realidade ao se casar com Héctor, terá finalmente que aprender uma dolorosa lição: que a vaidade, o orgulho e a cobiça são pecados terríveis e que a justiça divina é implacável.

Essa versão da telenovela foi exibida no Brasil pela primeira vez em 2005, pelo SBT, que editou capítulos e reduziu sua duração. Assim como em todos os lugares onde foi exibida, surgiram comentários após o último capítulo, já que seu desenlace causou grande controvérsia entre o público e os meios de comunicação. Muitos acharam que o castigo foi pouco para tamanho estrago causado pela protagonista e o pior, o mal continuava vivo e deixava raiz, crescendo de geração em geração.

Em 2006, o SBT apostou novamente na história e reapresentou a telenovela em sua íntegra, assim como se espera para essa reprise de 2013. Vale destacar que alguns nomes usados na dublagem foram modificados, como é o caso de Héctor, que aqui tornou-se Heitor, Alejandro, que traduziu-se para Alessandro, Refugio para Rosário, Pancha para Magda, Cayetano para Caetano, Loreto para Toledo e Garduño para Cardoso, entre outros. Merece destaque, também, a atuação de Antonio Medellín, o pai de Alessandro na trama, que, em 1968, personificou o papel do médico.

Passou-se algum tempo e em 2010, a rede de televisão ABS-CBN, das Filipinas, a qual já produziu os remakes de Betty, a feia; Lalola; Rosalinda; Marimar, entre outras, estreou sua versão local de Rubí, em comemoração aos sessenta anos das telenovelas filipinas. Protagonizado pela atriz Angelica Panganiban, o melodrama foi produzido por Eileen Angela Garcia. Jake Cuenca personificou Alejandro, Shaina Magdayao deu vida à Maribel e o papel de Hector Ferrer esteve a cargo de Diether Ocampo.

Mesmo mantendo a essência da história, a ambição desmedida de Rubi, essa versão alterou grande parte da trama, recriando personagens e seus destinos. Desta vez, a mãe de Rubi é Vivian (Cherry Pie Picache), uma mulher que teve uma vida miserável, e que faz de tudo para ganhar dinheiro, desde roubar, enganar, até ser prostituta. Nessa condição, conhece o ricaço Arturo de la Fuente (Gardo Versoza), de quem engravida. Após cometer um de seus delitos, Vivian é mandada à prisão, onde a história se inicia.

Ao dar a luz à sua filha, ainda estando presa, Vivian nota que a bebê possui uma marca de nascença nas costas, a qual é muito parecida a uma pedra preciosa, um rubi, mas se vê sem outra saída a não ser entregar a criança para adoção. Por coincidência e sem saber a verdade, Arturo e sua esposa, Sylvana (Cherie Gil), que não pode ter filhos, adotam a criança e lhe dão o nome de Theresa, que passa a ter todo amor e carinho, além do luxo que a boa vida da família pode lhe proporcionar.

Ao sair da prisão e pensando em obter a menina de volta, Vivian a sequestra e planeja mudar de vida, sai da cidade e coloca em sua filha o nome de Rubi, ela também muda de identidade e passa a se chamar Rosanna, ou melhor, Rose. Danilo (Allan Paule), o amante possessivo de Vivian, as localiza. Rubi escapa, mas se perde na cidade, e para sobreviver passa a pedir esmolas de carro em carro. Um tempo depois, sua mãe que sempre lhe procurava, a reencontra pelas ruas graças à sua marca de nascença.

Sylvana e Arturo, que sofriam pela perda da filha, adotam uma menina chamada Maribel, que desafortunadamente sofre um acidente de carro com o pai adotivo, o que lhe deixa como sequela um problema na perna que prejudica seu caminhar.

Os anos passam e mesmo sem dinheiro Rubi cresce rodeada de luxos, fruto do sacrifício de sua mãe. Sem medo de exibir sua beleza, a ambição da jovem é se casar com um homem rico para sair da favela onde vive e possuir tudo o que deseja. Sua mãe, Rose, mesmo sem condições, se esforça muito para que Rubi estude em uma escola particular de prestígio e é lá, onde o destino a coloca de frente com Maribel, a quem conhece quando vê a jovem sendo maltratada por outras alunas por ser manca. Ao deixar cair sua carteira, Rubi descobre que Maribel tem muito dinheiro e decide defendê-la, tornando-se sua amiga, por conveniência. Ambas tornam-se melhores amigas e Rubi descobre que Maribel tem um complexo de inferioridade por causa de sua deficiência.

Maribel a convida para ir até sua casa para que conheça seus pais e rapidamente a encantadora jovem ganha a simpatia do casal. Rubi, que se lembra vagamente da vida que levou na rua e também da vida de luxo que teve quando pequena, não imagina que Arturo e Sylvana foram seus pais adotivos e nem eles desconfiam que estão diante da filha que tanto sentiram falta.

Maribel conta à Rubi sobre Hector, seu namorado virtual, e também revela o fato de ser filha adotiva. Quando Maribel vai se encontrar com Hector, Rubi a acompanha e de cara se apaixona pelo namorado da amiga, que ao vê-la também se sente atraído. Hector lhes apresenta seu melhor amigo, Alejandro, que logo se apaixona por Rubi. Ao imaginar que Alejandro fosse rico como Hector, Rubi tenta seduzir o rapaz e passa a sentir atração por ele, porém, ao descobrir que Alejandro não é rico e sim, apenas um estudante, ela termina sua relação e vai atrás de Hector.

Na véspera do casamento de Maribel, Rubi e Hector se encontram e vivem uma noite de amor. No dia seguinte, ele abandona Maribel e decide se casar com Rubi. Maribel e Alejandro, ao descobrirem a verdade, decidem se dar uma chance e com o passar do tempo alimentam um profundo amor um pelo outro. Porém, mesmo apaixonado por Maribel, Alejandro não consegue esquecer Rubi, e o mesmo se passa com ela. Hector torna-se inseguro quanto a sua esposa, enquanto que ela continua tramando para conseguir mais dinheiro da família de Hector, já que sabe que seu marido está cegamente apaixonado por ela e nem desconfia de seus planos secretos.

Ainda namorando Alejandro, Maribel flagra Rubi aos beijos com seu namorado e sente-se destruída. Enquanto isso, Rubi festeja por ter certeza que Alejandro ainda a ama. Ambos disfrutam de uma noite de amor e ao descobrir tudo, Maribel decide ir embora. Rubi engravida e questiona a possibilidade de que o bebê possa ser de Alejandro, ao invés de Hector. Mesmo sem ter certeza, Rubi diz a Hector que o bebê é dele.

Enquanto isso, Alejandro vai à casa de Maribel, esperando que ela o perdoe. No entanto, descobre que ela está na Europa, mas que irá voltar para reconquistar Alejandro e mostrar à Rubi que não está sofrendo pelo que aconteceu. Hector descobre a verdade sobre a noite que Rubi e Alejandro fizeram amor e a confronta. Eles discutem e ele abusa dela. Hector perfura sua barriga e Rubi sofre um aborto espontâneo. Depois de alguns testes, é revelado que Hector matou o próprio bebê. Devido a este incidente, Hector perde completamente a razão.

Após se recuperar, Rubi volta a falar com Hector, sem saber sobre seu estado de transtorno. Hector leva Rubi até sua casa em construção e novamente abusa da jovem. Hector, na tentativa de assassinar Alejandro, finge ser amigável. Rubi tenta impedi-lo, mas ele, acidentalmente, a empurra para a beira do edifício. Alejandro e Hector tentam salvá-la, mas Hector tropeça, cai e morre. Rubi cai com ele sobre os vidros e é levada às pressas ao hospital.

Percebendo que ela já teve de tudo, família, amigos, o homem que realmente a amava, e que considerou tudo inútil graças à sua ambição, ela acorda com uma enorme cicatriz no rosto e com sua perna amputada. Devido a uma doença rara na pele, a cicatriz não pode se curada. A beleza que ela tanto usou para enganar a todos havia desaparecido. Rubi finalmente aprende a lição e mesmo com o coração partido, concorda que Maribel e Alejandro se casem.

Ela volta para a favela para morar com a tia e na última cena, conversa sobre o túmulo de sua mãe, pedindo-lhe que ao ver Hector no céu, diga-lhe que ela realmente o amava, embora tenha percebido isso tarde demais. Rubi vai embora com suas muletas, dizendo que agora está livre, livre para amar, sem ganância e sem pedir nada em troca.

Diferentemente das versões mexicanas, nesta adaptação filipina, Cristina (Kaye Abad) era a irmã mais nova de Vivian e tia de Rubi. Seu verdadeiro nome era Princess e quando jovem viveu uma vida difícil com sua irmã, devido à falta de dinheiro. Quando Vivian foi levada à prisão, Princess foi enviada a um orfanato e, após recuperá-la, se escondendo da polícia, Vivian passou a chama-la de Cristina, o nome de sua falecida mãe.

Aqui também aparece o personagem Loreto (Mel Martinez), o Toledo, na dublagem brasileira, que entra na história muito mais cedo, e é um dos confidentes de Rubi. Ele é a pessoa que mais a incentiva roubar o noivo da amiga, sendo mais irónico e até um pouco mais malvado, sempre arquitetando planos com Rubi para conquistar Hector.

Outra diferença é que a implicância que Magda, Yaya Pancha (Susan Africa) neste remake, tinha com Rubi na versão anterior, passa a ser de Sylvana, porém, muito maior, já que ela percebe rapidamente as intenções de Rubi e passa a odiá-la, proibindo a jovem de se aproximar de Maribel e também de Arturo.

O que também mudou nessa história é que Elisa (Coney Reyes) e Genaro (Juan Rodrigo) não são os padrinhos, mais sim os pais de Hector e é Elisa quem inicialmente implica com Maribel, primeiro por ela ser adotada e segundo pelo problema que tem na perna.

Kristine Hermosa e Angelika de la Cruz foram outras duas atrizes escaladas para a personagem de Rubi, mas foi  Angelica Panganiban a escolhida para viver a protagonista vilã. La descarada, inesquecível música de Reyli, também foi utilizada como tema de abertura desta versão, porém, na voz de Anton Alvarez.

A trama, que contou com 107 capítulos, teve uma enorme repercussão nas Filipinas. Seu capitulo final foi exibido no dia 13 de agosto de 2010 e bateu o recorde de audiência do canal. Antes somente a versão de Marimar havia conquistado uma média de 25 pontos para a emissora que é a líder no país.
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2 comentários:

Lucia Morena disse...

Excelente texto, bastante completo e informativo e bem escrito. A princípio, achei muito grande, mas, ao ler algumas linhas do meio, achei que valeria a pena lê-lo na íntegra, e valeu mesmo, pois a novela Rubi está emocionante!!! Parabéns... Já pensou em escrever novelas, pois seu texto é bem envolvente? Se não, deve tentar!!! Abraço.

Anônimo disse...

O Texto da Rubi das Filipinas é muito mais incrementado parece ser até melhor, porém sou mais o final da Rubi mexicana de 2004.