sábado, 20 de julho de 2013

Do original ao remake: La que no podía amar


Delia Fiallo é, talvez, uma das escritoras com maior o maior número de histórias famosas levadas à telinha, inclusive, autora de algumas que nunca foram realizadas no México. Mas o certo é que antes do país asteca realizar suas próprias versões, foi a Venezuela que saboreou o êxito com as histórias de Delia Fiallo, inclusive, muito superiores em produção do que as realizadas posteriormente pela Televisa.

Entretanto, por um ou outro motivo, esta produção intitulada La que no podía amar, baseada na radionovela de Delia chamada La mujer que no podía amar, não teve o privilégio de ser levada primeiramente aos venezuelanos. Foi a Televisa que descobriu a história, adaptou-a e transformou-a em um sucesso.

Foi em 1986 quando Valentín Pimstein realizou a primeira versão, que se chamou Monte Calvario, que relatava a vida de Ana Rosa (Edith González), uma mulher casada e atormentada por seu esposo, Octavio Montero (José Alonso), um homem que tinha severos problemas com o álcool e o machismo. Octavio vivia uma eterna obsessão por ela e por interesses pessoais e de negócios com a família de Ana Rosa, assim a tornava sua esposa, com base em uma cruel chantagem.

Ao se casar com Octavio, Ana Rosa passava a viver um verdadeiro inferno, além de ter que suportar Olivia (Ursula Pratts), uma meia-irmã que a odiava. Rapidamente Octavio ficava atado a uma cadeira de rodas e descontava toda sua amargura e inveja contra sua esposa, tornando sua vida impossível. Com o tempo, Ana Rosa conhecia Gustavo (Arturo Peniche), um dedicado doutor por quem se apaixonava e com o qual passava a enfrentar a família de Ana Rosa, Octavio e Olivia, quem pretendia a todo custo conseguir que Gustavo se apaixonasse por ela.

Sem dúvida, esta história de Delia Fiallo brilhava pelo atrativo de mostrar um vilão, cruel e desapiedado, mas também forte e aguerrido que podia esmagar com suas próprias mãos o galã da trama, porém, por estar atado a uma cadeira de rodas, era impossibilitado de acabar com o amante de sua esposa, e acabava ficando reprimido pela rejeição de sua mulher, com quem nunca teve uma relação íntima. Esta adaptação de Delia Fiallo resultou tão atraente que a Televisa já contava com outra história com a qual poderia tirar proveito, por isso, seu remake era somente questão de tempo.

Assim, nasceu Sigo te amando (Te sigo amando), uma produção de Carla Estrada, realizada em 1996, no México, e exibida aqui no Brasil, pelo SBT, nos anos 2000, substituindo Kassandra na faixa do horário denominada Tarde de amor. Sigo te amando recorreu a outro grande talento que brilhava como vilão, esse era Sergio Goyri, ao passo que Claudia Ramírez, convenceu em seu papel, por ter personificado a aparência de uma jovem frágil e submissa, mas com certa sensualidade, o que prendia a audiência.

No SBT, o folhetim é considerado um dos grandes responsáveis por a emissora ter continuado a exibição de produções da Televisa até meados de 2008, já que Kassandra, uma produção venezuelana, com uma audiência muito baixa, havia desiludido os produtores, que ameaçaram remover a Tarde de amor do ar, se Sigo te amando mantivesse a média de Kassandra. No entanto, a trama superou as expectativas e deu um fôlego novo para outras produções que vieram em seguida.

Em Sigo te amando, Yulissa (Claudia Ramírez) Luiza, na dublagem brasileira, era uma bela jovem da classe alta que havia ficado órfã desde muito pequena. Ela foi criada por sua avó Paula (Carmen Montejo), que, na ruína e sem um centavo, decidiu hipotecar todos seus bens a Ignacio Aguirre (Sergio Goyri), sendo este o último recurso que Paula tinha para sobreviver e evitar a pobreza.

Ignacio Aguirre era um homem cruel, desapiedado e violento, odiado por todos aqueles que estavam ao seu redor, inclusive sua irmã Leticia (Olivia Collins). Ignacio conhece Yulissa e se encapricha com ela, a quem passa a querer somente para si.

Paula, desesperada para conseguir dinheiro, planeja casar sua neta com Ignacio, mesmo que esta se negue completamente. No entanto, Ignacio sofre um acidente ao cair de um cavalo, o que o deixa com problemas na coluna e por fim paralítico. Isto provoca sua fúria e aumenta sua coragem, fazendo com que use esta condição a seu favor. Assim, ele e Paula negociam o casamento com Yulissa em troca de que ele perdoe a dívida e não denuncie ou faça mal a Alberto, o irmão da jovem, que foi quem operou Ignacio. Yulissa, para salvar sua família, aceita tal compromisso.

Yulissa, atormentada pelo inferno que vive em seu casamento, foge para Porto Escondido e aí conhece Luiz Ángel (Luis José Santander), por quem se apaixona. Ambos não podem concretizar seu amor pelas maldades de Ignacio e a inveja de Leticia, que o deseja a seu lado.

A história foi tão bem-sucedida quanto sua versão original. Aqui, Carla Estrada recorreu a um homem que tivesse as mesmas características que o personagem antagónico requeria e o escolhido foi Sergio Goyri, que se apoderou da trama e contribuiu com seu personagem para que o desenlace da história fosse o mais atraente possível.

Passaram-se alguns anos e novamente, em 2011, a história foi produzida no México sob os cuidados de José Alberto Castro para a Televisa. Adaptada por Ximena Suárez, La que no podía amar foi protagonizada por Ana Brenda Contreras, em seu primeiro papel protagônico, além de Jorge Salinas e José Ron.

Em La que no podía amar, Ana Paula Carmona (Ana Brenda Contreras) é uma jovem que, sendo apenas uma criança, teve que cuidar de sua mãe doente. Após a morte desta, Ana Paula decidiu estudar enfermagem para poder ajudar a quem precisasse.

Estando a ponto de se formar, Ana Paula conhece Bruno (Julián Gil), o advogado do temível Rogelio Montero (Jorge Salinas). Bruno está buscando uma enfermeira para que atenda seu chefe. O salário é bom e Ana Paula aceita o emprego para ajudar economicamente sua tia Rosaura (Ana Bertha Espín), que tem cuidado dela e de seu irmão Miguel (Osvaldo Benavides) desde que eram crianças.

Rosaura se queixa amargamente de haver perdido oportunidades amorosas, por ter passado todo o tempo cuidando de seus sobrinhos e por isso pretende que sejam eles os que a mantenham, fingindo-se de doente.

Miguel é namorado de Dany (Ingrid Martz), uma garota engenhosa e entusiasta que trata de mudar seu caráter inseguro. Ela também é a melhor amiga de Ana Paula, ambas estudaram juntas para enfermeiras.

O que Ana Paula não imagina é que terá que trabalhar em condições muito difíceis na fazenda de Rogelio, um homem de caráter muito difícil, já que não superou as consequências do acidente que sofreu quando estava a ponto de se casar com Vanesa (Mar Contreras), uma mulher frívola e egoísta que ao saber que estava inválido terminou com ele.

Além de Rogelio, na fazenda vive sua irmã Cinthia (Susana González), que se sente presa por não receber de Rogelio a parte da herança que lhe corresponde, além de ser obrigada a permanecer a seu lado para cuidá-lo. Para não se chatear mais, às escondidas do irmão, Cinthia se envolve com Efraín (Fabián Robles), o capataz da fazenda, que verdadeiramente se apaixona por ela. Por isso ele evita Consuelo (Michelle Ramaglia), uma empregada que o ama sinceramente.

Na fazenda também vive María (Ana Martín), a madrinha de Consuelo, uma mulher bondosa que tem sido como uma mãe para Rogelio e Cinthia. Foi sua babá e agora se encarrega de prestar serviços na casa. O toque de alegria nesse ambiente tão restrito é dado por Margarito (Juan Bernardo Flores), um menino encantador e inocente que não tem família e é protegido por María.

Ana Paula conhece Gustavo Durán (José Ron), um engenheiro nobre e trabalhador, que tem uma irmã enfermeira, de nome Mercedes (Anaís). Eles se apaixonam, mas sua felicidade se vê destruída, pois Rogelio também se apaixona por ela, formando um triângulo amoroso de terríveis consequências.

Quando Miguel provoca um terrível acidente e está a ponto de perder a mão e ir para a prisão, Rogelio o salva em troca de que Ana Paula se case com ele. Ela se sacrifica por seu irmão, mas não imagina o calvário que lhe espera ao lado de Rogelio, quando este descobre que ela ama outro.
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2 comentários:

darlete Cristina Morais de Jesus disse...

assisti essa novela e é ótima você não consegue para de assistir a cada capitulo algo aconteça para movimentar a história,Ana Brenda esteve ótima no papel de Ana Paula Monteiro Carmona assim como seus companheiros Jorge Salinas,José Ron,Ana Bertha Espín,Ana Marin com elenco de grande peso,ótima novela recomendo.

Anônimo disse...

Vc assistiu dublado ou espanhol ? Onde vc assistiu?