sábado, 31 de dezembro de 2011

Dona Bárbara


NOME ORIGINAL
Doña Bárbara

ESCRITORES
Valentina Párraga, Consuelo Garrido e Roberto Stopello (Baseados na obra de Rómulo Gallegos)

PAÍS DE ORIGEM
Colômbia

NÚMERO DE EPISÓDIOS
202

ANO DE GRAVAÇÃO
2008

ANO DE EXIBIÇÃO NO BRASIL
2011

EMISSORA
Rede CNT

TEMA DE ABERTURA
Dame fuerza

INTÉRPRETE
Estela Díaz

Era feliz, tenía una vida tranquila,
un amor, una ilusión,
una razón porque luchar,
porque esperar de la vida
cosas buenas y amables.

Pero un gris día esos hombres
borraron en mi la alegría,
la inocencia que tenía,
la ilusión de una niña
que se vuelve mujer algún día.

Y desde entonces yo no sé amar…

Dame fuerza, yo quiero amar,
llévame lejos para soñar.
Dame tu amor una vez más,
quiero en tus brazos volver a empezar…

Y desde entonces yo no sé amar.

Dame fuerza, yo quiero amar,
llévame lejos para soñar.
Dame tu amor una vez más,
quiero en tus brazos volver a empezar.


ELENCO

Edith González: Dona Bárbara Guaimarán

Christian Meier: Santos Luzardo

Génesis Rodríguez: Maricela Barquero / Bárbara Guaimarán (Jovem)

Jeancarlos Canela: Asdrúbal

Maritza Rodríguez: Assunção Vergel de Luzardo

Luis Mesa: José Luzardo

Roberto Mateos: Lourenço Barquero

Élmer Valenzuela: Lourenço Barquero (Jovem)

Javier Alexander: César Barquero

Katie Barberi: Cecília Vergel

Arap Bethke: Antonio Sandoval

Iván Rodríguez: Melésio Sandoval

Paulo Quevedo: Balbino Paiva

Lucy Martínez: Eustáquia

Lucho Velasco: Melquíades

Andrés Ogilvie-Browne: Joãozinho

Paula Barreto: Luisana Requena

Oscar Salazar: Maurice Requena

Jimmie Bernal: Mr. William Danger “Gringo”

Pedro Rendón: Carmelo López

Roberto Manrique: Maria Neves

Tiberio Cruz: Juan Palácios “Pássaro”

Gary Forero: Leon Mondragón

Naren Daryanani: Onça Mondragón

Andrés Felipe Martínez: Tigre Mondragón

Esmeralda Pinzón: Frederica Pernalete

Raúl Gutiérrez: Coronel Diógenes Pernalete

Martha Isabel Bolaños: Josefa

Alberto Valdiri: Mojica

Amparo Moreno: Cacilda

Daniela Tapia: Gervásia

Katalina Krueger: Esther

Mimi Morales: Altagraça

Alejandra Sandoval: Genoveva

Bibiana Corrales: Melésia

Adriana Silva: Josefina

Juan Pablo Shuk: Gonçalo Zuluaga

Hebert King: Encarnação Matute

Juliana Posso: Lúcia Matute

Humberto Arango: Fidel Castell “Sapo”

Hernán Méndez: Cachorro d’Água

Hermes Camelo: Chepo

Julio Pachón: Nícolas Meléndez

Harry Geitner: Julian Barreto

Gabriel González: Doutor Baltazar Árias

Guillermo Villa: Padre Pernia

David Noreña: Manguero

Vilma Vera: Carmen Gómez

Claudio Fernández: Tony Kennedy

Julián Álvarez: Cosme

Alejandro Tamayo: André

Julio César Herrera: Apolinar Prieto

José Louis García: Orestes Prieto

Marcelo Cezán: Florêncio Reyes

Jorge Alfredo Sánchez: Arcádio

Julio Sastoque: Governador Flávio Barbosa

Jorge Alberto Reyes: Tenente Guerreiro

Joseph Abadía: Policial Acosta

Jayme Rayo: Sargento

Luis Xavier Posada: Capitão Delgado

Fernando Corredor: Juiz

Sebastián Boscán: Jornalista Nestor Peracaza

Jarviz Pinzón: Fidelino

Abel Monteaya: Raul

Daniel Lara: Paulo

Luis Enrique Roldán: Pai de Luisana

Didier Van den Hove: Pai de Bárbara


PERFIL DAS PERSONAGENS

Bárbara Guaimarán (Edith González): proveniente da obscuridade mais profunda da selva amazônica e fruto da união entre a índia mansa e o branco oportunista, pouco se sabe sobre seus primeiros anos de vida. É uma bela mestiça que vive com sua babá Eustáquia e seu pai a bordo de uma embarcação que transporta mercadoria de um lado ao outro do rio Orinoco, o que a acostumou desde cedo ao trato brusco com os homens. Sua mãe morreu ao dar a luz e seu pai não lhe presta a menor atenção, porém, apesar disso, Bárbara é feliz, pois conta com o carinho de Eustáquia e o amor de Asdrúbal, um jovem terno e educado, que subiu à embarcação como passageiro, e que passou a trabalhar para seu pai e a ensiná-la a ler e a escrever. Ao conhecê-lo, Bárbara imediatamente se apaixonou e viveu as delícias do primeiro amor adolescente. No entanto, sua felicidade foi retalhada na noite em que cinco homens que viajavam com eles no barco, enciumados pela relação entre os dois jovens, mataram o pai de Bárbara, juntamente com Asdrúbal, além de violá-la selvagemente. Após o ocorrido, Bárbara é resgatada por Eustáquia e curada pelos índios da região, mas seu caráter doce e ingênuo nunca voltou a ser o mesmo. Desde então, essa mulher despertou o ódio dentro de si contra todos os homens, tornou-se ambiciosa e, agora, usa todos os recursos, inclusive a magia negra e o assassinato, para dominar aos machos débeis que atravessam seu caminho. Astuta, valente e manipuladora, vítima das circunstâncias, mas de ardente sensualidade, Bárbara não quer ser dona de apenas uma fazenda, mas, sim, possuir todas as terras que a rodeiam. Nela se fundem a força de um caráter selvagem, que busca dominar o mundo, com a beleza de uma mulher, duas qualidades que lhe permitem seduzir a quem esteja ao seu lado. As mesmas qualidades que são capazes de levá-la a cometer ações atrozes, a fim de conseguir o que se propõe. Dona Bárbara torna-se a amante de Lourenço Barquero com a nítida intenção de ficar com sua fortuna e sua fazenda. Assim, engravida, mas, como a maternidade a deixa envergonhada de si mesma e seu rancor contra o homem torna-se cada vez maior, já que um filho significa para ela mais um êxito do macho, renega Maricela, a recém-nascida. Após despojar Lourenço de seus bens e de sua juventude o abandona, e ele, infeliz e arruinado pelos vícios, é expulso da fazenda com a bebê nos braços. Assim, durante anos, tem tratado de espalhar o medo em uma região onde a justiça do homem tem sua própria lei. Sua ambição e sua sede de vingança não têm limites, mesmo se tratando de sua própria filha. A magia de sua beleza sobrenatural tem lhe servido para conquistar homens e governos. Para ela, não há animal que escape de seu chicote, nem ser humano que fuja de sua crueldade. O que não consegue por meio da força, obtém através de sua melhor aliada: a feitiçaria. Santos Luzardo será o único que terá as armas para domar e derrotar a “devoradora de homens”, como a chamam em sua terra.

Santos Luzardo (Christian Meier): é um jovem de princípios e de bom coração, descendente de genuínos habitantes das planícies e graduado em Direito. Odeia a violência porque cresceu nela e acredita firmemente no poder das leis e da razão acima da impunidade e da injustiça. É um homem otimista e de espírito pacificador. Quando Dona Assunção, sua mãe, morreu, Santos Luzardo decidiu regressar à fazenda da família Altamira para organizar os assuntos econômicos e familiares, vendê-la e rumar à Europa com sua futura esposa. Entretanto, aí se encontra com as terríveis lembranças da família e descobre que está sendo despojado do que legitimamente lhe pertence por Dona Bárbara. Sendo um homem honrado, respeitoso, moderno e liberal, movido por uma grande quantidade de sentimentos e emoções que o invadem, decide ficar e, com a cultura e a inteligência adquirida na universidade, combater a barbárie e a injustiça nascidas da ignorância, trazendo a civilização à terra que o viu crescer. Dona Bárbara vê no jovem advogado sua próxima vítima e põe em jogo toda sua arte de sedução, porém, desta vez, enfrentará um homem diferente. Santos Luzardo entra conflito com a selvagem mulher, acolhe Maricela em sua casa, a educa e se apaixona por ela, tratando de não cair das garras de Dona Bárbara. No final, consegue derrotar todas suas artimanhas e trazer a civilização, a liberdade e a reivindicação de seus direitos.

Maricela Barquero (Génesis Rodríguez): fruto de um amor que nunca existiu entre Lourenço Barquero e Dona Bárbara. É uma índia mal educada, esfarrapada, ingênua e abandonada por sua própria mãe. Maricela cresceu analfabeta, suja e grosseira ao lado do farrapo humano que se tornou seu pai depois de sua decepção amorosa. Ela é uma criatura selvagem e arisca que, apesar de sua natureza, esconde uma grande beleza e ternura detrás de sua descuidada aparência. Rejeitada por sua mãe e desconsiderada por seu pai, a jovem Maricela cresceu como um animal selvagem. Ainda assim, alimenta o sonho de viver em um mundo diferente, algo que chegará a conhecer graças a Santos, seu primo, que a resgatará de sua condição silvestre e a tornará uma senhorita alegre e jovial, que se apaixonará perdidamente por ele. Porém, sendo filha de Dona Bárbara, Maricela acabará se tornando a forte rival de sua própria mãe.

Lourenço Barquero (Roberto Mateos): Lourenço Barquero, primo de Santos Luzardo, é um homem que teve o mundo a seus pés e o perdeu ao colocar os olhos e o coração em Dona Bárbara, por quem caiu rendido diante de sua beleza e sensualidade. De brilhante universitário empreendedor passou a ser um bêbado a quem nem mesmo sua filha, Maricela, conseguiu devolver a ilusão. Lourenço e Dona Bárbara tornaram-se amantes e ele se apaixonou perdidamente. Enquanto ele se afundava no alcoolismo, ela se apoderava de sua fortuna e sua fazenda, deixando-o destruído física e moralmente pelo amor, chegando a andar trêmulo e com ares de loucura. Santos Luzardo será quem chegará para ajudá-lo, assim como sua filha.

Asdrúbal (Jencarlos Canela): graças ao seu esforço e vontade de trabalhar, ganhou uma vaga na tripulação do barco liderado pelo pai de Bárbara. Em meio a jornadas exaustivas no rio, junto aos demais navegadores, o jovem despertou o espírito sonhador da jovem. Porém, a graça com que chamou a atenção de Dona Bárbara também despertou o ódio dos homens, que acabaram com sua vida. Asdrúbal significou o único amor puro para Dona Bárbara até o dia em que conheceu Santos Luzardo.

Assunção Luzardo (Maritza Rodríguez): é uma mulher cuja juventude foi marcada pelo sofrimento ocasionado pelo caráter violento e intolerante de seu esposo, José Luzardo. Com força, superou a morte de seu filho Félix Luzardo, cujo assassino foi seu próprio pai. Após a morte de Félix e de seu esposo, Assunção emigrou à capital em companhia de Santos Luzardo, seu segundo filho. Sempre quis que Santos esquecesse o sofrimento de sua terra e se educasse como um homem fino e civilizado. Apesar de tudo, jamais esqueceu seu lugar de origem e, apegada a seus costumes, nunca quis vender sua fazenda Altamira. Repassa a seu filho essa paixão e lhe entrega esta região, fazendo-lhe prometer que irá manter em pé o lugar onde nasceu.

Cecília Vergel (Katie Barberi): em companhia de sua irmã, Assunção, e seu sobrinho, Santos Luzardo, Cecília partiu de Arauca com a esperança de voltar algum dia. Neste lugar, deixou o único homem a quem amou, Lourenço Barquero. Após a morte de sua irmã, dedicou-se por completo à criação e aos cuidados de seu sobrinho Santos e, duas décadas depois de haver abandonado Altamira, voltou para recuperar o amor que aí deixou anos atrás. Porém, ao voltar a essas terras, se depara com uma dura realidade: Lourenço Barquero não é o mesmo homem que amou algum dia. Entretanto, será nos braços de Antonio Sandoval, um homem muito mais novo que ela, que Cecília terá uma segunda oportunidade para amar.

Antonio Sandoval (Araph Bethke): é filho de Melésio, o antigo capataz da fazenda dos Luzardo, e o mais fiel amigo de Santos. É honesto, trabalhador e um excelente companheiro. Seu único defeito é a ingenuidade para o amor e em sua relação com as mulheres. Apesar de ser jovem e ter aparência de galã, termina profundamente apaixonado por uma mulher mais velha, Cecília Vergel, a tia materna de Santos Luzardo, a quem ama em segredo desde pequeno, sendo incapaz de lhe demonstrar o que sente. Seu sentimento se tornou uma paixão incendiária, mas está ligado à Frederica, a esperta e ardorosa filha do coronel Pernalete, uma mulher caprichosa e sem escrúpulos que está obcecada por se casar com ele. Antonio, que nasceu e se educou nas terras dos Luzardo, é um grande conhecedor das atividades leiteiras, algo que o torna o braço direito de Santos Luzardo. Tem defendido os interesses de seus patrões enfrentando as canalhices de Balbino Paiva, o atual encarregado da fazenda Altamira.

Balbino Paiva (Paulo Quevedo): Balbino é o capataz da fazenda Altamira. Amante de Dona Bárbara, está por trás de todos seus delitos, mostrando sua suposta fidelidade. Com um nível cultural muito baixo, é um ser traiçoeiro, de sangue frio e malévolo, capaz de passar por cima de seus próprios aliados a fim de conseguir seus desejos e saciar sua ambição. É covarde, desonesto, pretensioso e cego de inveja. Pensa somente em tirar proveito para si mesmo, anulando os lucros dos demais, já que não se importa com o bem-estar de ninguém. Balbino serve ao diabo, à Dona Bárbara e à sua própria ambição. Não se importa em trair a mão que lhe dá de comer, já que seu único objetivo é enriquecer a custa dos demais. Chegou a se tornar capataz da fazenda de Santos Luzardo graças à astúcia de Dona Bárbara. Enquanto impõe suas regras em uma terra alheia, aproveita para roubar o gado e vendê-lo ao melhor comprador. A mesma cobiça com a qual comete suas maldades será a armadilha mortal que o destino está por lhe reservar.

Eustáquia (Lucy Martínez): desde que recebeu Bárbara Guaimarán nos braços a criou como a filha que nunca teve. Não se intimida diante do chicote que impõe o respeito e tampouco tem papas na língua para dizer as verdades mais duras. Com uma sabedoria milenar, Eustáquia sabe adestrar o coração indomado de Dona Bárbara. Seus conhecimentos de feitiçaria são parte do legado herdado  pela chefe de Arauca. Guiada pelo instinto indígena, a babá de Dona Bárbara pressente o perigo e se vale de seus dotes de feitiçaria para afugentar as más intenções de quem possa lhe prejudicar.

Joãozinho (Andrés Ogilvie-Browne): seu atraso mental tem sido alvo de zombaria e discriminação, já que seu único escudo é seu grande coração. Junto a índia Eustáquia, viu Maricela nascer e, desde então, só tem olhos para ela. Além das tarefas simples, impostas por Dona Bárbara, como levar recados, Joãozinho se dedicou a zelar pelo bem-estar de Maricela. Não sabe montar cavalos, nem dominar animal algum, mas percorre a pé toda a região para estar sempre ciente de tudo o que acontece nas terras de Arauca. Joãozinho é um personagem que teme os feitiços de sua ama, pois acredita na superstição e na crença pagã dos homens da região.

William Danger “Gringo” (Jimmie Bernal): este americano arrogante chegou do Norte e ficou fascinado com a região selvagem que encontrou em seu caminho. Com um rifle na mão e uma rede nos ombros, se apoderou de um pedaço de terra esquecido pelos Barquero e pelos Luzardo. Aliar-se a Dona Bárbara, ocultando alguns de seus segredos mais macabros, tem lhe servido para ganhar o respeito dos habitantes da região. Gringo, além de caçar crocodilos e contrabandear peles em grande quantidade, furta o gado dos pastos de Altamira para negociar a carne nos povoados da fronteira. Apesar de esbanjar sua riqueza com mulheres e álcool, o único tesouro que não pode obter é a virgindade de Maricela. Ele assedia a jovem como um cãozinho sem dono e embriaga o pai da jovem, Lourenço Barquero, com a bebida que pouco a pouco está destruindo sua vida. Santos Luzardo será o único que o colocará em seu lugar, lhe demonstrando que a justiça humana existe.

Melquíades Gamarra (Lucho Velasco): é o mais fiel capanga de Dona Bárbara. Como uma hiena que se move entre suas presas, Melquíades segue ao pé da letra as ordens de sua patroa. Dissimulado e cauteloso, comete suas maldades medindo cada um de seus movimentos, sem deixar pegadas de sua  crueldade. Não existe medo que o assuste, pois semear o terror é sua melhor arma.

Luisana Requena (Paula Barreto): elegante e cativante executiva, Luisana conquistou o coração de Santos Luzardo, mas terá que decidir entre seu destino na capital e o novo caminho que o homem de sua vida tomou. Jamais imaginou o grave perigo que irá enfrentar ao cruzar o caminho de Dona Bárbara. Irá travar uma batalha contra uma cruel inimiga e uma bondosa jovenzinha, a fim de recuperar o que perdeu algum dia.

Carmelo López (Pedro Rendón): jovem alegre e galante. Amigo inseparável de Pássaro e Maria Neves, conhecem a vasta planície como a palma de suas mãos. Não tem medo do trabalho duro e muito menos das ameaças de Balbino Paiva, capataz de Altamira. Sempre está disposto a lutar contra os planos sinistros de Dona Bárbara e de seus capangas. Carmelo é um homem em quem se pode confiar de olhos fechados. Com sua lealdade, será aquele com quem Santos Luzardo contará em sua luta contra os inimigos de sua propriedade.

José Luzardo (Luis Mesa): um personagem de gênio forte, pai de Santos e Félix Luzardo. Deu origem a uma grande discórdia familiar, desde o momento em que matou seu cunhado e posteriormente destruiu seu seio familiar propiciando a morte de seu filho Félix, e sua própria morte.

Coronel Pernalete (Raúl Gutiérrez): chefe civil da região, é o símbolo da corrupção. Junto a Mojica, representa a incompetência política do país, o estado deprimente da sociedade.

Mojica (Alberto Valdiri): Secretario do Coronel Pernalete, o juiz corrupto. Diz ser amigo de Santos porque frequentaram a mesma universidade no primeiro ano, mas Santos não se lembra.

Coronel Apolinar (Julio César Herrera): Aparece em busca de terras para comprar. Apaixonado e advogado íntimo de Dona Bárbara, a quem ajudava em seus atos de roubo e corrupção.


INTRODUÇÃO

A telenovela se passa nas planícies colombianas, no departamento de Arauca, e narra o encontro de Santos Luzardo com Dona Bárbara Guaimarán. Representa o conflito entre a civilização e a barbárie. O progresso está representado por Santos e o atraso pelo restante dos personagens, especialmente por Dona Bárbara. Produzida pela RTI Televisión originalmente para o canal Caracol Televisión, a trama foi gravada em 2008 e é protagonizada por Edith González e Christian Meier.


RESUMO

Bárbara Guaimarán é uma mestiça que vive com sua babá Eustáquia e com seu pai à bordo de um barco que transporta mercadorias de um lado ao outro do rio Orinoco, o que a acostumou desde cedo ao trato brusco com os homens.

Sua mãe morreu ao dar a luz e seu pai não lhe presta a menor atenção, porém, apesar disso, Bárbara é feliz, pois conta com o carinho de Eustáquia e o amor de Asdrúbal, um jovem terno e educado, que subiu à embarcação como passageiro, passando a trabalhar para seu pai e ensiná-la a ler e escrever.

Ao conhecê-lo, Bárbara imediatamente se apaixonou e viveu as delícias do primeiro amor adolescente. No entanto, sua felicidade foi retalhada na noite em que cinco homens que viajavam com eles no barco, enciumados pela relação entre os dois jovens, mataram o pai de Bárbara, juntamente com Asdrúbal, além de violá-la selvagemente.

Após o ocorrido, Bárbara foi resgatada por Eustáquia e curada pelos índios da região, mas seu caráter doce e ingênuo nunca voltou a ser o mesmo. Desde então, essa mulher despertou o ódio dentro de si contra todos os homens, tornou-se ambiciosa e, agora, usa todos os recursos, inclusive a magia negra e o assassinato, para dominar aos machos débeis que atravessam seu caminho.

Assim, aborrece aos homens, os que consideram brutos e luxuriosos, e trata de não demonstrar-lhes a mais mínima consideração, pois, para ela, estes são o meio mais fácil de obter os benefícios que deseja.

Esse é o destino que espera Lourenço Barquero, um rico fazendeiro que, passando por um mal momento, torna-se presa fácil para Bárbara. Devido aos seus problemas familiares, Lourenço abusa do álcool e vive a vida sem responsabilidade. O que não imagina é que Bárbara, que sente um profundo asco por ele, se aliará com um amigo advogado para se apossar de sua fazenda e deixá-lo no olho da rua.

Porém, os planos de Bárbara não saem como o previsto: de sua relação com Lourenço nasce uma filha, Maricela, a quem a indomável mulher amaldiçoa antes mesmo de nascer, e a quem mais tarde expulsará da fazenda junto de Lourenço. Pai e filha se refugiam em outro lugar, enquanto Dona Bárbara muda o nome da fazenda Barquero para Medo e se torna cada vez mais rica, apropriando-se de terras alheias por meios ilegais, como o engano e o suborno a funcionários públicos locais.

Anos depois, Santos Luzardo volta a Arauca, após ter partido há mais de vinte anos para o exterior, onde se formou em Direito. Sua intenção é ir a Altamira, fazenda vizinha de Medo, para vendê-la, já que Luisana, sua noiva, o espera na capital. Porém, ao chegar, descobre que tem uma dívida com a terra que lhe viu nascer e decide reerguer a fazenda que está decaindo pelos anos de abandono. Aí também descobre que seu capataz, Balbino Paiva, tem trabalhado de forma dissimulada para Dona Bárbara, a fim de lhe roubar o gado, e o despede, demonstrando aos peões de sua fazenda que o equilíbrio do poder na região está a ponto de mudar.

Pouco a pouco, Santos se dá conta do estado das coisas: descobre a desgraça de seu primo, Lourenço Barquero, e também de sua prima Maricela, a filha adolescente de Barquero e Bárbara, que tem se criado como uma selvagem ao lado de seu pai alcoólico. Seus únicos apoios tem sido Joãozinho, um criado Dona Bárbara, e Eustáquia, a babá de sua mãe. Ao conhecê-la e vê-la suja e sem educação, Santos decide se encarregar de sua prima e de Lourenço, que padece de cirrose e está a ponto de morrer, e os leva para viver em Altamira. Seu propósito é curar Lourenço de seu alcoolismo e tornar Maricela uma senhorita.

No entanto, ao conhecer Dona Bárbara, Santos sente-se fortemente atraído por ela. Aí começa o dilema do protagonista, que se debate entre o amor que pouco a pouco nasce entre ele e Bárbara e o desprezo que lhe desperta essa mesma mulher, que rejeita sua filha Maricela.

Santos se esforça por acreditar nela para poder amá-la, mas, cada vez que está a ponto de lhe dar seu voto de confiança, descobre um novo fato que lhe demonstra que Bárbara tem lhe enganado. Diante desta perspectiva, Santos escreve à sua noiva da capital pedindo que não o espere, pois está decidido a ficar em Altamira e trabalhar pelas terras de seu pai e pelas pessoas do povoado. É praticamente o fim do noivado. Entretanto, ao receber esta carta, Luisana Requena se nega a deixar que Santos a esqueça e com a cumplicidade de seu primo, Maurice Requena, decide ir até ele, para reconquistá-lo.

Ao ler suas cartas, Cecília Vergel, tia de Santos, que também o espera na capital, decide voltar a Altamira, onde cresceu e viveu sua juventude. Durante anos, Cecília não deixou de recordar seu primeiro e único amor: Lourenço Barquero. Todavia, esse amor ideal bate de frente com a realidade e torna-se desilusão quando ela reencontra o homem que prometeu buscá-la, mas que esqueceu suas promessas ao cair no feitiço de Dona Bárbara. Cecília encontra em Lourenço a imagem de um bêbado que não faz nada mais que se compadecer de si mesmo. Ainda assim, se encarrega de cuidá-lo, além de ensinar Maricela a ler e adquirir modos de uma senhorita.

Entretanto, Cecília se aproxima de Antonio Sandoval - o novo capataz de Altamira e melhor amigo de infância de Santos - a quem ensinou a ler vinte anos atrás, quando era apenas um menino. Antonio cresceu apaixonado pela lembrança de Cecília durante todos esses anos de ausência e ao voltar a vê-la, agora como homem, trata de conquistá-la pouco a pouco. Começa, assim, outra forte história de amor da telenovela: a de Cecília e Antonio.

Porém, antes de admitir seu amor por Antonio, Cecília sustenta uma forte luta contra seus próprios preconceitos. Custa-lhe admitir que sente amor por alguém a quem recordava como um moleque, ainda que, fazendo os cálculos, Antonio seja mais velho que ela apenas uns sete anos. Por sua parte, Antonio deve enfrentar a obsessão de Frederica, a filha do chefe civil do povoado mais próximo, que o assedia e é capaz de inventar qualquer coisa, desde ameaçá-lo com o suicídio até uma falsa gravidez, a fim de comprometê-lo.

Por outro lado, por sugestão de Maricela, Cecília decide abrir uma escolinha para ensinar as pessoas da região a ler. Entre suas alunas se encontram quatro das cinco sobrinhas de Antonio e netas de Melésio, antigo trabalhador de Altamira.

Enquanto Santos e Dona Bárbara estão cada mais próximos, eis que após um dia de sua primeira noite de amor aparece Luisana na fazenda, em companhia de seu primo Maurice. Santos tenta explicar à Luisana que sua relação terminou, mas ela desconversa, negando haver recebido sua carta de rompimento e tratando de reconquistá-lo. Apesar de Santos tentar por todos os meios evitar um encontro entre sua amante e sua ex-noiva, Bárbara aparece em Altamira, gerando o primeiro enfrentamento entre as duas mulheres. Ambas se declaram guerra pelo amor de Santos.

Diga-se de passagem, que saber sobre a relação de Santos com Dona Bárbara e sobre a chegada de Luisana, entristece Maricela, que acredita que seu primo está a ponto de sofrer o mesmo destino de seu pai. Além disso, sente-se perdidamente apaixonada por ele, já que Santos é o único homem que a fez sentir bonita e feminina.

Maricela se nega a pensar que Santos tenha caído nas garras da Dona, a não ser por meio de um feitiço, mas o que não sabe é que a vida de sua mãe não é tão diferente da sua: apesar de todos seus bens e riquezas, Bárbara nunca pôde ser feliz, sente-se uma mulher incompleta e tem pesadelos durante as noites com a lembrança de seu estupro e do único amor puro que teve em sua vida: Asdrúbal.

Por isso, ao conhecer Santos e encontrar nele algo parecido com o seu primeiro namorado, Bárbara não deixa de empregar todas suas táticas para seduzi-lo. Com o tempo, acaba compreendendo que Santos é algo mais que um capricho: é para ela também o único homem que a faz sentir uma mulher amada. Entretanto, não se sente capaz de deixar para trás seu passado e voltar a ser uma mulher terna e confiante, que alguma dia já foi, o que provoca a separação entre ambos.

Para recuperá-lo, Bárbara decide fazer algo que Santos tem lhe pedido muitas vezes: aproximar-se de Maricela. A Dona consegue fazer com que sua filha acredite que deseja acertas as diferenças com ela e ser sua amiga, fazendo com que Maricela aceite jantar na fazenda Medo com ela, apesar da desaprovação de Lourenço e Santos, que até mesmo vai buscá-la na fazenda de Bárbara, mas a jovem não aceita voltar com ele.

O que Bárbara não pode imaginar é o que está a ponto de lhe ocorrer por dentro, devido a simples presença de Maricela: quando a Dona escuta como sua filha a defende em uma conversa com Eustáquia, a fera se emociona, até o ponto de beijá-la e acariciá-la enquanto Maricela dorme em uma rede, contando à Eustáquia que não pode evitar sentir ternura pela jovem garota.

Porém, Maricela se desperta justamente no momento em que Bárbara admite haver se aproximado dela somente para recuperar o amor de Santos. A jovem se manda da fazenda muito sentida. No dia seguinte, sua mãe vai vê-la em Altamira, onde as duas têm uma tensa conversa, com a qual ambas se ofendem, e Maricela promete que um dia irá lhe tomar o amor de Santos.

A Dona sente-se cada vez mais perdida e não sabe o que fazer para se recompor. O reencontro com Cachorro d’Água, um de seus violadores, lhe dará a solução para superar seu trauma: matar os cinco homens que a desgraçaram, pois acredita que, uma vez mortos, ela voltará a viver. Após assassinar Cachorro d’Água e outro de seus estupradores, Bárbara se dispõe a terminar com a vida do terceiro, mas, na tentativa, é violada pela segunda vez por ele e por dois de seus jagunços.

Enquanto isso, Santos havia pedido Luisana em casamento para esquecer sua relação com Bárbara, mas ela o deixa plantado no dia do casamento, pois havia se dado conta de que seu noivo não a amava e somente se casava por compaixão e para se distanciar da Dona. Ao ver-se sozinho, Santos não pode seguir negando o que ocorre e vai em busca de Bárbara, justamente a ponto de encontrá-la quase agonizante, após ter sido forçada e gravemente maltratada.

Bárbara consegue se recuperar graças à ajuda de Maricela que lhe doa sangue para uma transfusão, porém, apesar disso, a guerra entre ambas segue em pé. Santos promete à Bárbara que sempre estará a seu lado e a Dona não está disposta a perder o único homem que a tem feito sentir feliz. Por sua parte, Maricela quer que sua mãe veja como Santos a deixa por ela, pois tampouco pensa permitir que o homem que ama e por quem está sofrendo seja ferido pela Dona.

Santos e Bárbara vivem dias muito românticos juntos, porém, as mentiras que Bárbara lhe conta para que não descubra que pretende matar a todos seus violadores provocam o receio de Santos, e quando este vê Maricela se banhar nua se dá conta de que não é a menina que ele pretendia ver, mas sim uma jovem que já se tornou uma bela mulher.

A aparição de Gonçalo, um advogado amigo de Santos, é determinante para que este comece a se dar conta do que sente. Gonçalo chega a Arauca com dois amigos, André e o Poeta. Todos fugindo da polícia encontram refúgio em Arauca. Gonçalo passa a gostar muito de Maricela e quer ficar junto dela. Ela, porém, não o deseja, pois está apaixonada por Santos, mesmo Gonçalo insistindo.

Lourenço diz a Santos - que neste momento encontra-se cheio de ciúmes de Gonçalo - que ele estaria de acordo caso sua filha decidisse se casar com Gonçalo ou se quisesse ir embora com ele, se isso a deixasse feliz. Santos se opõe a tal coisa e continua dizendo que deveriam esperar, já que Maricela é menor de idade e que Gonçalo não pode levá-la.

Pouco tempo depois, aparece no povoado um tal de Meléndez, outro dos estupradores de Bárbara, que ao ver Maricela a relaciona com sua mãe e começa a se sentir atraído por ela. Finalmente, Meléndez rapta a jovem e manda um recado à Bárbara dizendo-lhe que se não ir ao lugar indicado ele abusará de sua filha. Bárbara aceita o trato e é raptada junto de Maricela por Meléndez, a quem a Dona propõe que a mate em troca de deixar Maricela livre.

Graças a Melquíades, o braço direito de Bárbara, Maricela consegue se livrar de suas ataduras e empurrar Meléndez quando este está a ponto de disparar em sua mãe, fazendo com que caia sobre um tridente que lhe atravessa o corpo. Maricela fica livre e Bárbara trata de torturar Meléndez, que ainda se encontra com vida, capando-lhe para que lhe dê informação sobre Sapo, o quinto e último de seus estupradores.

Quando Bárbara e Maricela se reencontram, a relação entre elas muda totalmente. Maricela se mostra mais carinhosa que nunca com ela. No entanto, rapidamente Bárbara se dá conta que o amor que une Santos e Maricela não é somente fraternal e após ver como ele e sua filha se abraçam e como esta se nega a ir-se de Arauca com Gonçalo, acredita que Maricela continua com a ideia de lhe tomar o amor de Santos. Completamente enciumada, Bárbara a chantageia, dizendo que contará à polícia que foi ela quem matou Meléndez se não ir embora de Arauca. Além disso, lhe nega sua fazenda, a qual lhe entregaria no dia do aniversário de Maricela.

Poucos dias depois, toda a família e o povoado de Altamira organizam uma festa para celebrar o décimo oitavo aniversário da jovem. Maricela está mudada, parece mais adulta e mais séria. Então, Santos se dá conta de que Maricela é uma mulher preciosa e dança com ela na festa, mas Bárbara os interrompe.

Nesta noite, um Lourenço já transformado, sóbrio há vários meses e casado com Cecília, está quieto, parecendo se despedir de todos. Nesta mesma noite, ele não se sente bem e Cecília o deixa dormir em seu quarto, apesar de durante todo o tempo de casamento nunca haverem tido relações íntimas. Lourenço morre aí mesmo.

Maricela fica destroçada e pensa que não há mais nada que a prenda em Arauca. Assim, decide ir embora com Gonçalo e seus amigos, que neste dia escapam do país. Santos lhe pede que não vá, mas Maricela decide ir de todas as maneiras, dizendo-lhe que deve escolher entre sua mãe e ela. Maricela sabe que Santos não deixará Bárbara, por isso vai embora, encontrar seu próprio caminho e se valer por si mesma.

Enquanto Santos e Maricela se despedem, Bárbara os observa. Maricela lhe pede que não a abrace porque sabe que Santos não resistirá a tentação de beijá-la e não pode fazê-lo na presença de Dona Bárbara. Santos reconhece que morre de vontade de beijar Maricela e grita à margem do rio desesperado enquanto a canoa se distancia. O tempo passa e Maricela não volta.

Cecília vai embora de Altamira e se muda para um apartamento na cidade de Progresso. Santos fica sozinho com Bárbara e cada vez mais sente a falta de Maricela. Além disso, passa a beber além do normal e não sabe onde está sua amada. Cecília mesmo sabendo não lhe diz, já que Maricela havia pedido que a tia de Santos guardasse segredo.

Enquanto isso, Antonio e Maria Neves, peões de Santos, estão na cadeia, acusados de haver ajudado o restante dos presos políticos a cruzar a fronteira. Santos tenta tirá-los de lá, mas o tempo passa e nada se consegue, até que haja uma mudança de governo.

Eis que Maricela reaparece, mas não em Altamira. Ela vai ver os peões na cadeia e quando sai se encontra com Santos, que, após, trata de averiguar onde a jovem está trabalhando. Assim, descobre que está em uma escolinha infantil e aparece por lá.

Santos descobre que Bárbara tem lhe mentido todo este tempo e que tem em seu poder o diário de Mr. Danger, que conta todas suas crueldades, assassinatos, roubos e golpes. Quando Santos vai ver Maricela ela o rejeita e esbofeteia, apesar de continuar lhe amando. Santos volta a Altamira e esta vez é Cecília quem vai buscar Maricela, lhe entregando a carta que seu pai lhe escreveu antes de morrer, naquela noite do seu aniversário. Maricela decide voltar a Arauca para brigar pela fazenda Medo, antes Barquero, que foi de seu pai e de seus antepassados.

Ao voltar, Santos tentar ficar ao lado de Maricela, mas ela o ignora, mesmo querendo, já que não acha certa a ideia de ficar com um homem que já foi de sua mãe. Além disso, não está segura de que Santos já não ama Bárbara, e decide manter-se distante dele. Entretanto, Santos a ajuda no processo judicial para recuperar a fazenda e pouco a pouco acabam ficando juntos. Porém, Sapo, um dos inimigos de Bárbara, compra o juiz que cuida do caso e este falha, a favor de Maricela. Ainda assim, a jovem decide vender a fazenda à sua mãe, já que, apesar da raiva que sente contra ela, havia começado a ver a Dona com outros olhos e, no fundo, a compreendê-la.

Os peões são libertados da prisão e voltam a Arauca. O filho de Antonio e Cecília nasce, mas eles não estão juntos devido ao fato de Cecília ter visto Antonio na cadeia com Lúcia, quando foi visitá-lo. Ao final, Antonio se casa com Lúcia, que espera uma filha, mesmo com uma gravidez de risco, onde as vidas de mãe e filha correm perigo.

Cecília apoia Lúcia durante esta etapa e, antes de morrer, Lúcia pede à Cecília, a Antonio e a todos que salvem sua filha e que deixem ela morrer, caso a situação chegue ao extremo. Lúcia, sabendo que lhe resta pouco tempo de vida, pede à Cecília que cuide de sua filha e de Antonio. O pai de Lúcia, senhor Encarnação, não está de acordo e tenta por todos os meios que não se aproximem de sua neta após a morte de sua filha. Porém, finalmente acaba entendendo que ninguém é culpado pela morte de Lúcia e que Cecília é uma boa mulher, que irá cuidar bem de sua neta. Antonio, Cecília, senhor Encarnação, Toninho e Lucinha - os filhos - acabam formando uma grande família.

Santos e Maricela consumam seu amor, mas a felicidade dura pouco, porque em seguida descobrem que Bárbara está grávida de Luzardo. Esta jura para si mesma que este bebê a fará mudar e, após alguns desentendimentos tensos com Maricela, a Dona percebe como sua filha termina com Santos para lhe deixar o caminho livre, pensando que devem ficar juntos, mesmo que ela sofra.

Então, Bárbara compreende que Maricela não tem nenhuma intenção de lhe fazer dano e que ela não se comprometeu com Santos porque lhe importavam os sentimentos de sua mãe, mesmo amando Luzardo. Ao se dar conta que Maricela a ama, Bárbara trata de conquistar seu perdão, se arrependendo do que fez, mas sua filha já não confia nela. Vendo que será impossível obter seu perdão, Bárbara a adverte lhe pedindo que ande com cuidado, porque a presença de Sapo em Arauca pode ser perigosa para ela. Assim, a Dona centra-se em seu bebê, pensando que seu nascimento lhe fará recuperar Santos e, talvez, Maricela.

Ainda assim, a gravidez não chega ao fim, pois Bárbara sofre um aborto após Sapo tentar matá-la queimando a fazenda Medo. Após perder seu filho, Bárbara enlouquece e apaga de sua memória todos as más recordações de sua vida, substituindo-as por outras boas, como que tem uma excelente relação com Maricela, que Santos está apaixonado por ela, etc. Porém, quando volta a se encontrar com Sapo, Bárbara recupera a memória, mas finge continuar sentindo-se mal porque acredita que essa é a única maneira de Santos lhe prestar atenção e lhe dar carinho após o aborto. Assim, trata de se aproximar de novo e recuperar seu amor.

Maricela sabe que Bárbara perdeu o bebê, mas Gonçalo lhe pede que não diga nada a Santos, porque agora Bárbara precisa de ajuda e carinho. Maricela aceita e cuida de sua mãe. Ela também pede a Santos que a leve para morar em Altamira, para ficar mais perto dela. A relação entre ambas é cada vez melhor e a Dona se deixar amar por Maricela, ainda se negando a deixar de fingir, apesar de Eustáquia reprová-la e ela sentir remorso.

Maricela volta com Gonçalo e se prometem. Os dois saem em uma viagem e Gonçalo pretende lhe mostrar o mar pela primeira vez, porém ela havia dito a Santos que queria conhecê-lo com ele. Entretanto, quando Maricela está no quarto do hotel, triste e pensando em Santos, eis que ele aparece, pois havia lhe seguido até o hotel. Assim, a leva para conhecer o mar e a praia. Alugam uma lancha e passam a noite em uma ilha, onde são surpreendidos por uma tormenta.

Enquanto isso, Gonçalo e Bárbara se encontram com ciúmes e desesperados e tratam de encontrar Santos e Maricela por todos os meios, mas a tormenta os impede. Maricela termina com Gonçalo e lhe diz que não o ama, porque ama Santos, e lhe confessa que quando fugiram na lancha eles se deitaram juntos.

Santos diz à Maricela que está com Bárbara somente porque ela lhe pediu. Ele se dá conta de que Bárbara já não está grávida graças a Joãozinho, que lhe conta como Dona Bárbara sangrou e gritou, dizendo quanto o ventre lhe doía. Santos pensa que Bárbara não está loca, que perdeu o bebê e não lhe contou. Assim, a leva ao doutor com a desculpa de que é ele quem está doente e, uma vez no consultório, a prende na cadeira e lhe pede ao médico que tire a prova. O resultado é negativo, tal como Santos imaginava. Além disso, fica claro que a Dona não está louca e que estava fingindo para ficar com Santos.

Ele volta à fazenda, recolhe as coisas de Bárbara e as lança pela sacada, lhe pedindo que vá embora. Bárbara lhe diz que Maricela sabia que ela havia perdido o filho e Santos não acredita, dizendo que Maricela não é como a mãe e que nunca lhe mentiria. Porém, ele se decepciona quando descobre que isso é verdade. Maricela não havia lhe revelado porque acreditava de verdade que sua mãe estava doente, que estaca louca e que precisava de cuidados. Bárbara não disse a Santos que havia perdido a criança para que não a abandonasse na hora que mais precisava. Santos conta à Maricela que sua mãe estava fingindo e a expulsa da fazenda porque sente-se magoado por haver lhe mentido, e lhe diz que ela é igual sua mãe.

Maricela fica chateada e vai a São Fernando dar continuação ao seu trabalho como secretária de governo. Ainda assim, mantém uma conversa com sua mãe, que lhe pede perdão por tê-la usado para ficar com Santos, já que para ela Luzardo representa sua única possibilidade de ser feliz e não voltar à antiga vida que tinha antes de conhecê-lo. Maricela não quer saber nada sobre nenhum dos dois e diz à Bárbara que se distanciará dela.

Quando Maricela volta a ser secretária de governo, se dá conta de que Gonçalo está relacionado à Bárbara de alguma forma e com os homens que a estupraram. Também se dá conta de que Gonçalo é corrupto e tenta averiguar em que está metido. Santos, que havia expulsado Maricela, se arrepende e vai a sua procura. Porém, Maricela lhe fala que não quer voltar, dizendo que se quer entender, que entenda, se referindo ao fato de estar novamente ao lado de Gonçalo, mesmo sabendo que ele não é de confiança. Santos fica pensativo e não entende muito bem o que está acontecendo, mesmo que pareça estranha a indireta de Maricela.

Maricela e Bárbara voltam a se entender, visto que Bárbara a adverte sobre a verdadeira identidade de Gonçalo, com quem ela pretende se casar. Ao descobrir os planos de Maricela, Bárbara sente-se orgulhosa por sua valentia e se oferece para ajudá-la. Maricela acaba aceitando e ambas se reconciliam.

Leon, o empregado de Bárbara, mata Carmelo e fere Maria Neves para lhes roubar o dinheiro de Santos. Finalmente, Maria Neves se recupera e Juan mata Leon. Gonçalo descobre as intenções de Maricela, a tranca em um escritório do governo e lhe dá uma surra. Coloca, também, dois guardas na porta para que não a deixem escapar. Santos aparece no local e a resgata. Gonçalo é detido e acreditam que Sapo e seu cúmplice estão mortos, mas realmente os cadáveres que encontram não são deles.

Maricela e Santos estão juntos, mesmo não vivendo na mesma casa porque ela se sente culpada por estar com o homem de sua mãe. Por sua parte, após a queda de Gonçalo, Bárbara se distancia de Maricela, dizendo que lhe tomou Santos, porém, mais tarde confessa à Eustáquia que o fez para proteger sua filha, já que estar próximo dela,  agora que Sapo a espia, pode ser perigoso para a jovem.

Precisamente a luta entre Sapo e Dona Bárbara está cada dia mais próxima e se vão atacando mutuamente, até que se encontram no cemitério, no enterro de Eustáquia, que havia sido morta pelo mesmo Sapo. Bárbara e Melquíades se metem nas ruínas próximas, onde topam com Sapo. Santos chega para salvar Bárbara, mas Sapo consegue prendê-los. O índio Melquíades havia matado o cúmplice de Sapo e este matou o índio. Assim, a batalha se reduz somente entre Bárbara e Sapo, que tendo a Dona e Santos atados, pretende matá-los lentamente. Santos tenta dissuadi-lo, mas não pode. Bárbara, então, começa a humilhar Sapo, lhe dizendo que quer matá-la porque não é homem e porque já não tem o que devia ter para repetir o lhe fez há tantos anos.

Sapo, por machismo, se dispõe a violar Bárbara outra vez, mas esta lhe crava um dardo para que caia adormecido. Após, Bárbara o ata e, diante de Santos, o queima vivo. A Dona se vai e deixa Santos com as mãos atadas nas ruínas. O inspetor que havia desmascarado Gonçalo procura Bárbara e está decidido a acabar com ela a todo custo. No entanto, os habitantes de Arauca o impedem e ajudam Bárbara a escapar. Santos lhe leva dinheiro e um de seus cavalos para que escape. Os homens de Arauca a protegem da polícia, que revisam todas as casas para encontrá-la e a levam até o rio. Ela se lança no rio e nada, pretende escapar da polícia desta maneira.

Bárbara se refugia em uma igreja próxima e ali vê Santos e Maricela, que foram rezar por ela, se beijando, o que a faz sair de seu esconderijo, cheia de impotência, e apontá-los uma arma. Porém, neste momento, Bárbara relembra sua própria juventude e como lhe tomaram a ilusão de seu primeiro amor, compreendendo que não pode fazer o mesmo com Maricela.

Bárbara foge da fazenda Medo, onde Santos vai procurá-la para oferecer meios que a ajudem escapar. Aí se despedem e ela se dirige ao pântano. Uma vez aí, a Dona relembra toda sua vida, diz à Maricela que sempre a quis e se despede dos vivos para se suicidar. Maricela vê que o cavalo de sua mãe voltar à fazenda sem arreios e teme o que está por acontecer. Assim, se dirige ao pântano e encontra sua mãe tentando se afogar. Maricela se adentra nas águas, presa por uma corda, e consegue resgatar sua mãe. Ambas vão à fazenda Medo e, juntas, se falam e tomam banho.

Bárbara aceita lhe devolver a fazenda Barquero, pois agora que cobrou sua vingança já não precisa dela. Além disso, decide ir embora de Arauca e renunciar a Santos para que sua filha fique com ele. Maricela não quer perder sua mãe, a quem recuperou, mas Bárbara lhe diz que tem medo de que, no final, acabe matando-os por ciúmes, além do que sua vingança já está consumada. Assim, decide cumprir o último desejo de Eustáquia: voltar a seu rio grande e à selva na qual nasceu. Então, Bárbara sobe em uma canoa e vai rio abaixo, com o espírito de Melquíades e de Eustáquia lhe guiando. Ela e Maricela haviam combinado de pensar uma na outra todas as manhãs, para, assim, saberem que eram parte da mesma vida.

Por fim, Dona Bárbara está em uma missão rio abaixo. Quem cuida dela é uma missionária, acompanhada por muitas crianças. Bárbara sai em viagem e volta carregada de medicamentos, vacinas e de presentes para elas. No entanto, padece de uma malária, a qual nunca pôde ser curada por completo.

Santos e Maricela se casam. Bárbara, por intermédio de uns pescadores, lhes envia os brincos que Asdrúbal, seu primeiro amor, lhe havia presenteado. Isso acontece no meio do casamento e Maricela os coloca, pois sabe que significam que sua mãe pensa nela e a ama.

Anos depois, Antonio e Cecília continuam casados, tem Toninho e Lúcia, e são felizes. As sobrinhas de Antonio continuam casadas e têm vários filhos. Gervásia, que havia perdido Carmelo, encontra outro namorado e fica feliz com ele. Genoveva decide dar sim à Pássaro, após terem tido dois filhos, e se casam.

Santos e Maricela têm dois filhos e Maricela está a ponto de dar à luz. No final, a menina nasce no dia do casamento de Genoveva. Nesta noite, durante a missão, Eustáquia e Melquíades aparecem para Dona Bárbara e a convidam para ir aos céus. Ela pergunta se está morta e o índio responde que ela não pode morrer porque é uma lenda e as lendas ficam na alma das pessoas para sempre.


COMENTÁRIOS

Em terras afastadas da civilização, os homens, tão perigosos quanto as bestas, temiam a uma mulher: a devoradora de homens! Ela perdeu sua família, seu grande amor e foi brutalmente estuprada. Essa foi Dona Bárbara, que buscou vingança, sem se importar com quem tivesse que destruir. Temida por muitos e odiada por todos, ela fez sua lei. Sua ambição e sede de vingança não tiveram limites, mesmo se tratando de sua própria filha.

Cheia de emoções, intrigas e vinganças, a telenovela Dona Bárbara cativou os que tiveram a oportunidade assisti-la. Exibida pela Rede CNT, a trama envolveu a todos, despertando sentimentos de ansiedade, ódio, compaixão e piedade, mas também de coragem, valentia e luta pelo bem.

Edith González, na pele de Bárbara, era dona das terras batizadas por ela mesma de Medo. Com toda sua beleza, a atriz soube ser cruel. Com sua fama de bruxa, a personagem era inteligente e astuta, sabia tirar proveito das circunstâncias, controlando a todos de maneira primitiva, violenta e sinistra.

Christian Meier deu vida a um a um advogado, um homem da cidade, expressivo e atraente. Luzardo chegou ali para lutar contra a barbárie, a corrupção e todas suas manifestações. Sua intenção era permitir que todos tivessem o que lhes pertencesse por direito, tudo na base da lei e do diálogo. Uma mudança era necessária no local, somente assim Altamira iria avançar.

Génesis Rodríguez foi Maricela, fruto de um amor desvalido. A princípio, a jovem era mal-educada, pobre, ingênua, abandonada pela mãe e criada à custa de um pai bêbado. Graças a Santos, Maricela conheceu o verdadeiro amor, amor este que transcendeu todas as tragédias que permearam a trama, dando o toque divino à telenovela. Sua vida se viu renovada e sua personagem representou o equilíbrio entre a selvagem dominada e a jovem civilizada.

Um dos temas que estiveram presentes na trama foi a corrupção, e Raúl Gutiérrez, como Pernalete, foi sua figura mais representativa, demonstrando com suas atitudes falsas como arrastava os outros a agir da mesma maneira. Outro deles foi Mojica, o Mojiquinha vivido por Alberto Valdiri, que estava às ordens do coronel. Apesar de ter estudado como Santos, tinha que respeitar a opinião de Pernalete, vivendo com medo de ser despedido. A corrupção na telenovela tinha muita força, já que as leis eram atrasadas e pouco respeitadas.

Sem exageros, o romance foi bem combinado e surgia logo no princípio da telenovela com Bárbara, que sofreu a perda de seu primeiro amor. No entanto, após ser brutalmente violada, vemos uma Edith González incapaz de amar, isso até a chegada de Santos Luzardo. Mesmo vendo a maldade na mulher, Santos preferiu lutar pelo grande amor de sua filha, trocando-a pela jovem, sem medo de ser morto.


Ao final, pode-se ver o grande valor do arrependimento, já que Dona Bárbara, após ter feitos todas as maldades de sua vida e vendo sua filha apaixonada, o que a fazia recordar sua vida passada, se arrepende de suas crueldades e se distancia de todos os que prejudicou. A perfeita atuação de Edith González lhe rendeu o prêmio de Melhor atriz no ano de 2009, pela Revista People en Español, consagrando-a como uma das melhores atrizes de telenovelas da atualidade, sempre se demonstrando uma profissional disposta a assumir desafios.

Considerada por muitos como uma das melhores telenovelas já exibidas pela Rede CNT, Dona Bárbara chega ao seu fim, juntamente com o encerramento de 2011. A trama, que originalmente consta de 191 capítulos, sofreu uma reedição em seus últimos episódios, e aqui foi exibida com 202, garantindo alguns dias a mais de expectativas e emoções para os fãs do folhetim. Encerrando com chave de ouro e deixando espaço para uma telenovela totalmente oposta, focada no universo machista, Dona Bárbara se despede, deixando saudades.
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2 comentários:

Anônimo disse...

É uma pena que a rede cnt não tenha se expandido totalmente.Essa novela faria mais sucesso .

Andy disse...

DONA BÁRBARA realmente foi uma novela e tanto, me emocionei muito com o final, assim como foi com a trama toda. Adorei mesmo! Saudades total!