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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Amar y temer estreia no Canal Caracol


Nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, estreia pela Caracol Televisión, na Colômbia, a telenovela Amar y temer, uma impactante história que revive os momentos mais marcantes dos anos cinquenta no país. Esta produção, que ocupará o horário nobre, conta com o melhor do talento nacional e internacional. Salvador del Solar, Diana Hoyos e Nicolás Montero são os protagonistas desta história que promete cativar os colombianos.

Outras figuras que fazem parte do elenco são Adriana Arango, Andrés Parra, Diana Ángel, Jimmy Vásquez, Katherine Porto, Edgardo Román, Talú Quintero, Félix Antequera, Andreína Caro, Alfredo Cuellar, Linda Lucía Callejas, Daniel Rocha, Patricia Polanco e Estefanía Godoy.

A telenovela, que, a princípio, se chamaria Los tiempos de la violencia, é uma co-produção entre a Caracol Televisión e a Sony Pictures Television e constará de 90 episódios. É uma ideia original de Dago García, está sob a direção de Germán Porras e sob a produção de Juana Uribe.


SINOPSE

A história se desenvolve na década de 50, quando Laureano Gómez, conservador, era o presidente da Colômbia. Um momento muito difícil pela luta entre os cachiporros (liberais) e os chulavitas (conservadores).

Alicia (Diana Hoyos) é uma mulher que desejava ir à universidade, mas, como nessa época não era normal que mulheres estudassem, casa-se com Pascual Ordoñez (Nicolás Montero), um homem conservador, que administra o povoado.

Pascual se encarregava de matar os liberais que havia no povoado, lhes tomava suas terras e dava uma parte delas ao padre do povoado. Quando se casa com Alicia, se dá conta que ela não é mais virgem, e, portanto, busca o responsável e manda matá-lo.

Mesmo assim, Pascual aceita viver com Alicia, mas a maltrata. Porém, ela, certo dia, com ajuda de sua mãe, cria um plano que mudará completamente o rumo de sua vida: finge seu suicídio para escapar de seu esposo, viaja à Bogotá, cidade onde se faz passar por homem, e conhece aí o amor de sua vida: o boxeador Simón Oviedo (Salvador del Solar), que tem grandes chances de se tornar o primeiro campeão mundial do país.

Através de diversas provações e tribulações, sua difícil história de amor se entrelaça com a violência política, como pano de fundo.


PERFIL DOS PERSONAGENS

Alicia Aragón Barrantes (Diana Hoyos)

É órfã de pai desde que tinha 15 anos. Viveu os últimos sete anos com sua mãe, mantendo uma relação de dependência mútua, sobretudo por parte da senhora, que tem um caráter dominante e tem visto em sua filha a solução para os problemas trazidos com sua viuvez. É uma jovem bonita, sensível e com uma inquietude interior que está adiantada para seu tempo. Por esta razão, não pode deixar de viver o que sente que deve viver, mesmo que isso implique desafiar as rígidas convenções da época. Bailarina que é, sonha em trabalhar como professora e estudar Direito para se tornar um advogada criminalista. Um pouco romântica, não mede a verdadeira magnitude das consequências de suas audácias e  isso lhe traz problemas. É confiável, generosa persistente e solidária. Quase sem se dar conta e pressionada por sua mãe, terminou envolvida em uma relação com um homem mais velho, com quem se casou. Seu casamento não foi nada do que esperava e, incapaz de aceitar que isso era a vida que lhe esperava, idealizou um complicado plano de escape, pelo qual arriscou tudo afim de recuperar sua plena liberdade.


Simón Oviedo (Salvador del Solar)

Chegou à Bogotá quando tinha 15 anos, depois de toda sua família ser assassinada por um líder político da região, que não lhes perdoou por haver ignorado uma ordem de desalojar a terra da qual eram donos. Já na cidade grande, se dedicou a quantos ofícios pôde, buscando sobreviver. Aos 18 anos, se alistou no exército para cumprir o serviço militar e foi aí onde começou a boxear. Uma vez terminado o serviço militar, foi apadrinhado por um velho treinador cubano, junto de quem desenvolveu uma bem-sucedida carreira, a qual o tem à beira de ser um dos primeiros lutadores colombianos com possibilidades de aspirar um título mundial. Simón é um cara impulsivo, teimoso e obstinado, com um grande coração e um senso de justiça próprio e sólido. Defende sua dignidade e não está disposto a abaixar a cabeça diante de ninguém. É generoso e um tanto esbanjador. Retraído como é, não é fácil ganhar sua confiança. Devido a seu trágico passado, guarda um profundo ressentimento com a vida contra a que luta diariamente. É muito religioso e se encanta com a política. Gosta de viver informado e, por isso, lê os jornais a cada manhã. É de ideias radicais e conservadoras. Como boxeador, não tem muita técnica, mas sim, uma pegada demolidora.


Pascual Ordóñez (Nicolás Montero)

É o líder da direção conservadora de seu povoado. É um cara sombrio, ambicioso, cruel, inescrupuloso, ladino, esperto. Violento por natureza, é astuto, e sabe utilizar a violência partidária como estratégia para tornar-se milionário e um grande dono de terras. Para isso, organiza a polícia da região e, indiscutivelmente, é seu chefe. Paga uma de religioso em sua vida pública, mas, em particular, é um libertino com um código ético bastante amplo e relativo. Tem um dom natural para a liderança e um talento especial para exercer o poder. Gosta de tudo sob controle. Quem não está com ele, automaticamente está contra ele. Prefere despertar o medo do que o respeito e sabe que o terror é maneira de consolidar o domínio de seu pequeno reino. Apesar de ser um homem muito político, prefere estar detrás do poder, mexendo os pauzinhos, do que assumi-lo de frente. O dinheiro é uma de suas religiões e justifica qualquer caminho para consegui-lo, razão pela que se envolve em negócios de apostas, de tráfico de jóias, etc. para Pascual, as mulheres se dividem em dois grandes grupos: a esposa, que deve estar em casa, cuidando da família, e as prostitutas, que devem estar no bordel, atendendo às necessidades dos homens. Apesar de Alicia não corresponder a nenhuma dessas categorias, Pascual é obcecado por ela e isso termina sendo sua perdição.


Juana (Adriana Arango)

Foi a professora de balé de Alicia enquanto esteve no colégio. Em sua juventude também foi bailarina, mas seu caráter rebelde e contestador lhe impediu de chegar mais longe. Logo, se dedicou à docência. É uma mulher ilustre e muito inteligente. Para ela, a arte, mais que uma atividade lúdica, é uma postura ética e política. Os anos não tranquilizaram seu espírito rebelde e isso lhe custou ficar solteira, o que não lamenta, pois a última coisa que haveria de suportar seria um homem a seu lado, tratando de controlar sua vida, roubando-lhe a liberdade e a independência. Quando o movimento feminino pela luta dos direitos das mulheres começa a surtir efeito, Juana sente que chegou o momento de passar da teoria à ação e se torna uma intensa ativista. No futuro, se tornará amiga e apoio para Alicia e será ela quem a introduzirá nas lutas pelos direitos femininos.


Teófilo Garcés (Félix Antequera)

É o treinador de Simón Oviedo. Chegou de Cuba nos anos trinta, acompanhado de uma delegação de boxeadores que vinham participar em um campeonato. Conheceu uma colombiana, por quem se apaixonou perdidamente, com a qual se casou e com quem viveu mais de vinte anos antes de ficar viúvo. Ficou definitivamente na Colômbia, tornou-se treinador e caçador de talentos. Simón Oviedo é sua melhor obra. Sendo o treinador das Forças Armadas, foi ele quem convenceu Simón a se dedicar ao boxe e ir se preparando para ser campeão. Teo é paciente, persistente, sereno. A maturidade o tornou um homem sábio, generoso e desprendido. Gosta de Simón não somente como um pupilo, mas sim como o filho que nunca pôde ter. Cuida dele além do ambiente esportivo e é um amigo fiel em todo o sentido da palavra.


Román Ortiz (Andrés Parra)

É o contato de Pascual Ordoñez em Bogotá. É quem manipula seus negócios, uma espécie de administrador, homem de confiança e guarda-costas.  Se Pascual tem todo o perfil de mafioso de sua época, Román é algo muito mais sofisticado. Provém de uma família nobre, mas falida. Este personagem tem o porte, os modos e a elegância de sua classe. No entanto, é um cara cruel e violento; gosta da boa vida, aquela obtida sem muito esforço. É um homem de ação e decisão, desconhece os escrúpulos e sabe que sua sobrevivência depende da efetividade em seu trabalho. Completamente apolítico, se mantém à margem das lutas partidárias. Se considera, mais que tudo, um homem de negócios, mas nem mesmo é alguém que planifique ou que tenha um plano para o futuro. Gosta de viver o momento. É libidinoso, sibarita e simpático; ama as mulheres, mas não é constante em suas relações.


Padre Argüello (Edgardo Román)

É o pároco de Güicán, o povoado onde vivem Alicia e Pascual. É um padre fanático, ambicioso e manipulador. É consciente do poder que a Igreja tem nesses tempos e usa o “temor de Deus” para fazer política em seu púlpito.  Não tem o menor resguardo ao usar seus polêmicos sermões para apoiar o partido conservador e atacar de frente aos liberais, maçons e ateus. Se envolve com facilidade e oportunismo com os líderes políticos da região, mas cobra por isso. É um camaleão que se esconde sob o sol que mais ilumina. Sabe que sua influência é muita e que pode justificar até os maiores horrores. No entanto, é covarde e incapaz de oferecer a mais mínima resistência diante dos poderosos, o que faz com que ajuste seu discurso e sua moral conforme as possíveis mudanças da agitada e violenta época na qual tem que viver.
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