quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

As vinte telenovelas mexicanas que marcaram época - Parte 2

No início dos anos 90, Luis de Llano começou a criar um novo gênero: a telenovela musical, e seu primeiro êxito foi Alcançar uma estrela. Esta era a história de Lorena, um patinho feio que vivia alucinada por um roqueiro interpretado por Eduardo Capetillo. A alta audiência garantiu uma segunda parte, Alcançar uma estrela 2, onde sobressaiam Ricky Martin, Sasha e Bibi Gaitán.

Emilio Larrosa impôs um padrão na telenovela juvenil em 1991. Kate del Castillo, Cecilia Tijerina, Emma Laura e Tiaré Scanda eram as Garotas bonitas, quatro jovens de diferentes classes sociais. O esquema de seguir a vida de um grupo de amigas seria reutilizado por Larrosa em projetos futuros, como Soñadoras e Amigas e rivais, onde o produtor trataria temáticas mais audazes, como o problema com drogas e a AIDS.

Também nos anos 90, a trilogia das Marias converteria Thalía na rainha das telenovelas. Ainda que as três estivessem baseadas em êxitos anteriores, foi a presença da ex-Timbiriche que conseguiu arrastar multidões diante da televisão. Maria Mercedes, de 1992,  iniciou a saga, que seria seguida por Marimar, em 1994, e selada por Maria do bairro, em 1995. Fosse como vendedora de bilhetes de loteria, ribeirinha ou catadora, Thalía enfeitiçou a todos com suas travessuras e sua linguagem cômica. Em Maria Mercedes, curava seu esposo da impotência e brigava com Laura Zapata, sua irmã na vida real; de coletora de sucata passava para a alta sociedade em Maria do bairro; mas foi em Marimar que Thalía brilhou interpretando uma ribeirinha que se casava com um jovem que a abandonava e a humilhava, até o ponto em que sacudia a poeira e renascia como uma deusa da vingança.

Em 1993, quando Emilio Larrosa produziu Dos mujeres un camino, o conceito foi revolucionário. A telenovela contava a história de Johnny, personagem de Erick Estrada, um caminhoneiro de Tijuana que se encontrava dividido entre duas mujeres, ao mesmo tempo em que vivia entre duas culturas: a mexicana e a americana. Junto das aventuras galantes do caminhoneiro, Larrosa incluiu uma subtrama que envolvia o então popular grupo musical Bronco, que permitiu a entrada da sempre recordada Selena nas telenovelas.

A mentira, de Caridad Bravo Adams, tem um recorde de êxitos: seja em como livro, filme ou telenovela causou uma revolução. Marga López, Julissa, Maricruz Olivier e Daniela Castro deram vida à desafortunada Verônica, cuja única culpa era ter um nome que começava com V e uma prima com alma de víbora. Em 1998, A mentira voltou à telinha cheirando a tequila e com um casal impactante formado por Kate del Castillo e Guy Ecker.

Em 1993, os telespectadores presenciaram a telenovela mais romântica de todos os tempos, o casal mais apaixonado do gênero e uma trama que tornaria Eduardo Palomo imortal. Escrita também por Caridad Bravo Adams, Coração selvagem narrava a erótica atração de uma noviça pelo amante de sua irmã, um pirata contrabandista apelidado de João do Diabo. As praias de Nayarit serviram de marco para este paixão tormentosa que, diferentemente de outras versões, não esperava a chegada do último capítulo para se consumar. Edith González esteve belíssima como a noviça Santa Mônica, e, igualmente impressionante, esteve Ana Colchero, como a trágica Aimé.

Emilio Larrosa tornou-se o mestre da tragicomédia em 1995, com El premio mayor, a história de um típico pobretão que se tornava milionário graças a um milagroso bilhete de loteria. Carlos Bonavides fez carreira como o mulherengo Huicho Domínguez, que se mudava de seu barrio e, paulatinamente, ia perdendo toda sua família. Comovedora esteve Sasha, como a filha adotiva de Huicho, maltratada e humildada por este. Laura León era Rebeca, a sofrida esposa do novo ricaço, que farta de tanta tolice e infidelidade buscava seu próprio milionário. El premio mayor gerou uma sequência: Salud, dinero y amor, onde Huicho recebia um justo castigo que lhe permitia se redimir.

Lucero tem se caracterizado por várias coisas, e uma delas é o fato de nos presentear cada vez que aparece na telinha com uma caracterização vibrante. A mais memorável foi em 1995, quando deu vida a trigêmeas em Laços de amor. Extraordinária esteve a atriz como a simples Maria Guadalupe, a cega Maria Fernanda e a perversa Maria Paula. Foi neste último papel onde Lucero demostrou sua versatilidade ao interpretar uma promíscua assassina, que se consumia por uma paixão incestuosa por seu tio, interpretado por Otto Sirgo. O final da trama foi aterrorizante e aberto, visto que o público nunca teve a certeza de que Maria Paula teria realmente se suicidado e não estivesse usurpando o lugar de Maria Guadalupe.

Ainda que Bodas de odio, sua primeira versão, teve muito êxito, não pôde ser comparada ao fenômeno que causou Amor real, a história de uma esposa mentirosa e de um esposo violento, que entre tapas e beijos descobriam o significado do verdadeiro amor, em um ambiente de guerras e revoluções. Adela Noriega e Fernando Colunga tornaram-se os reis da telenovela, mas o elenco, em geral, brilhou com atuações impressionantes, entre eles Ana Martín, Mario Iván Martínez e Ernesto Laguardia, sem esquecer a caracterização de Mariana Levy, como a feiosa Josefina.

Nos anos 60, quando a telenovela ainda não tinha sua fisionomia própria, foram realizadas experiências com heroínas malévolas, e a mais diabinha desta turma foi Rubi, uma criação de Yolanda Vargas Dulché. Porém, em sua reencarnação de 2004, Rubi voltou e conquistou nossos corações. Bárbara Mori trouxe seu talento e beleza para a Televisa e deu vida a insaciável universitária que ira pelo mundo conquistando corações inescrupulosamente sobre seu salto alto. Vestida de vermelho e escoltada por seu fiel guarda-costas e estilista Toledo. A descarada passou por diversas camas e pelas mãos de distintos milionários, sem nunca ter deixado de amar seu eterno Alessandro, papel de Eduardo Santamarina.
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5 comentários:

meu eu disse...

amei essa postagem sou fã assidua de corason selvaje mas tbm gostei de a mentira e me viciei em amor real

nanny disse...

adoraria assistir a essas novelas mexicanas adoooro.

Anônimo disse...

Amei CORAÇÃO SELVAGEM (1993). Foi a novela mais romântica que assisti. Simplesmente linda!!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Odiei laços de amor, gostei de amor real mas para mim não tem uma novela mexicana que se compare a eterna maria do bairro, queria saber porque não está na lista

Jackeline Laroca disse...

Sou fã de amor real! Queria muito assisti-la