sábado, 30 de outubro de 2010

Histórias de Delia Fiallo à mexicana - Parte 1


As histórias de Delia Fiallo chegaram ao México graças a Valentín Pimstein, o grande produtor de telenovelas mexicanas que sempre buscou histórias em qualquer parte do continente para realizá-las.

Em 1986, realizou-se Monte Calvario, protagonizada por Edith González e Arturo Peniche. Esta história, que não havia sido realizada antes na televisão, esteve baseada na radionovela La mujer que no podia amar. Os vilões foram Ursula Prats e José Alonso. Após esta telenovela, passaram-se dez anos, até que voltaram a produzir histórias desta autora.

Em 1995 realiza-se Morelia, uma co-produção entre a Televisa, do México, e o produtor peruano Pepe Crousillat, realizada em Miami e protagonizada por Alpha Acosta e Arturo Peniche. Morelia é a versão mais recente de La Zulianita, telenovela que, em 1975, foi protagonizada por Lupita Ferrer e José Bardina na Venezuela.

Com Morelia, Delia assina um contrato milionário com a Televisa graças a Valentín Pimstein, que nessa época era vice-presidente de telenovelas da emissora, e Pepe Crousillat, que havido sido encarregado da distribuição internacional destas produções. Isso ocorreu em 1996, quando preparava-se outra versão de La mujer que no podia amar, que em sua versão Monte Calvario contou com o escritor Carlos Romero como adaptador do libreto da rádio para a televisão.

Valentín Pimstein seria o produtor da telenovela, mas no período de pré-produção, o chileno saiu da Televisa e encomendou o projeto a Carla Estrada, que o chamou de Sigo te amando. Delia aspirava adaptar a telenovela por ela mesma, porém Carla fez de René Muñoz uma espécie de co-adaptador.

Nas reuniões, não havia entendimento entre Carla e Delia, que regressou a Miami para seguir adaptando sua história, vendo com surpresa que tudo o que estava escrevendo era desfeito nos capítulos que iam ar e que estavam zombando de sua cara, já que a adaptação foi feita por René Muñoz. Como ela mesma disse, tornaram a telenovela muito violenta. Estupros e assassinatos confundiram o público que não sabia se a protagonista deveria ficar com o galã ou com o vilão.

Já em 1997, Esmeralda conquistava o mundo com as atuações de Leticia Calderón e Fernando Colunga, que protagonizaram a trama antes estrelada por Lupita Ferrer e José Bardina, em 1970 e por Grecia Colmenares e Victor Cámara, na versão de 1984, chamada Topázio.

Após esta experiência, em 1998, a Televisa produziu O privilégio de amar (foto), versão da célebre Cristal. Novamente Carla Estrada foi a produtora e, dessa vez, Adela Noriega e René Strickler, os protagonistas. A adaptadora foi Liliana Abud, que modificou a história original no que diz respeito ao perfil dos personagens.

Aquela avó atormentada, fanática religiosa e intrigante, interpretada por Zoe Ducos, em Cristal, tornou-se uma assassina em série, interpretada por Marga López. Inocência, interpretada por Mariela Alcalá, acabou nas mãos de Sabine Moussier, que se tornou uma mulher assustadora e chorona;  a personagem de Helena Rojo, como Luciana Duval, era perseguida por um amante do passado, inexistente na história original.
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