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sábado, 17 de julho de 2010

Os remakes brasileiros - Parte 3

DÉCADA DE 90

Vietri apresentou ainda, na Manchete, outro remake, Floradas na serra, romance de Dinah Silveira de Queiroz, adaptado por ele dentro da série Teleromance, da TV Cultura em 1981. Agora, o drama dos tuberculosos num sanatório em Campos do Jordão, no final dos anos 1930, ganhava ares de minissérie, em 1991, com direção de Nilton Travesso.

Em 1993 e 1994, assistiu-se a dois grandes sucessos da telenovela brasileira: Mulheres de areia e A viagem. Mais uma vez, Ivani Ribeiro à frente de sua obra televisiva, com a colaboração de Solange Castro Neves e a direção geral de Wolf Maya.

Ambas foram consideradas clássicos da TV Tupi. Mulheres de areia, exibida entre 1973 e 1974 contava a história das gêmeas Ruth e Raquel na disputa pelo amor do industrial Marcos Assunção. Ruth é bondosa, generosa. Entretanto, a segunda versão de Mulheres de areia não esteve só. Ivani aproveitou outra trama de sua autoria, praiana também, para aumentar a telenovela: O espantalho, exibida originalmente em 1977 pela Rede Record.

Depois, A viagem era a reedição da telenovela espírita de maior sucesso na TV. A base da trama é a filosofia de Allan Kardec e a vida após a morte. Na verdade, a telenovela mostrava as duas vidas de Dinah, César e Alexandre. Na segunda versão, em 1994, César passou a chamar-se Otávio Jordão.

As pupilas do senhor reitor, adaptada do romance de Júlio Dinis por Lauro César Muniz foi apresentada pela Record, às 19h00, entre março de 1970 e março de 1971, e fez muito sucesso com a direção de Dionísio Azevedo. Em 1994, encontramos os mesmos habitantes da aldeia de Póvoa do Varzim, no Minho, em Portugal, adaptados por Ismael Fernandes, Chico de Assis, Analy Alvarez, Aziz Bajur, Bosco Brasil e Zeno Wilde, com a direção de Henrique Martins, Del Rangel e Nilton Travesso.

Adaptada por Dias Gomes e Marcílio Moraes, o remake de Irmãos coragem, exibido em 1995, originalmente escrito por Janete Clair em 1970, foi uma comemoração aos 30 anos da Rede Globo.

Depois é a vez de Vicente Sesso reescrever um antigo sucesso da TV Excelsior, de fevereiro de 1969 a janeiro de 1970: Sangue do meu sangue, com direção de Sérgio Britto. Assim, de julho de 1995 a março de 1996, a telenovela de Vicente Sesso, também adaptada por Rita Buzzar e Paulo Figueiredo, foi apresentada no SBT, mas sem a glória que fizera na extinta Excelsior.

Em 1996, o SBT produz Razão de viver, a rica versão de Meus filhos, minha vida, um sucesso da emissora dos velhos tempos da Vila Guilherme que não resistiu à modernidade do Complexo Anhanguera, atual central de produção da TV de Silvio Santos.

Finalmente, Os ossos do barão, a clássica telenovela de Jorge Andrade que marcou época na Globo, entre outubro de 1973 e abril de 1974, chegava à popular tela do SBT em 1997. Ambientada no final dos anos 1940 e início dos 1950, a telenovela adaptada por Walter George Durst, com direção geral de Nilton Travesso, não combinava com a programação da emissora paulista.

Durst, um dos grandes mestres da televisão brasileira, talvez pouco à vontade numa emissora que bem pouco tem de tradição com a telenovela brasileira, amarrava, com pouco entusiasmo, duas telenovelas de Jorge Andrade: Os ossos do barão e Ninho da serpente, que conquistaram grande prestígio em outros tempos.

A primeiro trama a cores exibida em horário nobre no ano de 1975, Pecado capital, foi escrita por Janete Clair e regravada por Glória Perez em 1998. Após 23 anos, ela foi veiculada no horário das seis e com algumas modificações.

Em 1999, o autor Yves Dumont recorreu à um clássico da teledramaturgia argentina para reinaugurar o núcleo de telenovela da Record: 0597 da ocupado, de Alberto Migré. Lembremos que o texto já servira de base para a primeira telenovela diária brasileira. Na Record, o texto de Migré chamou-se Louca paixão e teve cem capítulos a mais que o original. E, mais uma vez, a história de amor que tem início numa ligação telefônica foi um sucesso com a direção geral de José Paulo Vallone.
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