segunda-feira, 7 de junho de 2010

Glossário da teledramaturgia - Parte 1

O glossário a seguir fornece alguns termos e definições utilizados, frequentemente, no meio televisivo e cinematográfico em relação à teledramaturgia.



AÇÃO
Todo tipo de movimento que acontece diante da câmera. Termo mais utilizado por diretores para dar início à movimentação dos atores em uma filmagem.



AÇÃO DIRETA
Roteiro que obedece à ordem cronológica.


AÇÃO DRAMÁTICA
Soma da vontade da personagem, da decisão e da mudança.


ADAPTAÇÃO
Passagem de uma linguagem artística para outra, como adaptação de um romance (linguagem literária) para o cinema ou televisão (linguagem audiovisual).


ANÁLISE TÉCNICA
Relatório resultante de uma análise detalhada do roteiro, normalmente elaborado pelo assistente de direção da obra audiovisual. É também a denominação que recebe a reunião em que participam todos os chefes de equipe para conhecer profundamente o roteiro e discutir o que será necessário para a realização de cada cena.

ÂNGULO ALTO
Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de cima para baixo.

ÂNGULO BAIXO
Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de baixo para cima.


ÂNGULO PLANO
Ângulo que apresenta as pessoas ou objetos filmados num plano horizontal em relação à posição da câmara.


ANTECIPAÇÃO
Capacidade de antecipar uma situação. Criação de uma expectativa.

ANTIPATIA
Reação ao personagem.

ARGUMENTO
Texto corrido em linguagem literária que conta, com detalhes, toda a história do filme ou novela, normalmente o argumento é desenvolvido antes do roteiro.

ASSISTENTE DE ARTE
Profissional que trabalha diretamente para o diretor de arte.

ASSISTENTE DE CÂMERA
Profissional da equipe de fotografia que realiza funções técnicas diretamente relacionadas à câmera.

ÁUDIO
Parte sonora de um filme ou programa.


BATER O BRANCO
Recurso da câmera digital utilizado para balancear corretamente a luz de acordo com a cor e a iluminação que incide no local onde será realizada a filmagem.


BITOLA
Medida da largura da película cinematográfica (8mm, 16mm, 35mm, 70mm). A largura da película determina o tamanho das imagens do filme na tela durante a sua exibição. Também usado para o vídeo (VHS, Beta, MiniDV, etc.)

BOOM
Haste para deixar o microfone suspenso.

CABEÇALHO
Elemento da escrita do roteiro. É utilizado para introduzir cada uma das cenas do roteiro e tem a função de informar o local (interno ou externo) e o período do em que elas acontecem (dia, manhã, tarde, noite, etc.) Exemplo: Int. Quarto de Edivaldo – Dia.

CÂMERA DE CINEMA
Câmera para captação de imagens em movimento que utiliza rolos de filmes em película (8mm, 16mm, 35mm, 70mm).

CÂMERA DIGITAL
Câmera que utiliza processo digital para captação das imagens em movimento (mini DV, DV CAM, HIGH 8, HD, DVD, cartões de memória).

CÂMERA OBJETIVA
Posicionamento da câmera que capta a imagem de um ponto de vista mais externo à ação. Simula o ponto de vista do público.

CÂMERA SUBJETIVA
Câmera que simula o olhar de um personagem. É mais participante da ação que acontece na cena.

CAPA
Folha do roteiro que contém o título, nome do autor etc.

CASTlNG
Formação do elenco. Ver elenco.

CENA
Unidade de lugar e de tempo na narrativa dramática. Uma ou mais ações que se desenvolvem sem saltos de tempo, num mesmo lugar, constituem uma cena.

CENA MASTER
É a filmagem em um único plano de toda a ação contínua dentro do cenário. A cena master dá ao diretor a garantia dele ter "coberto" toda a ação numa só tomada.

CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO
Pistas, indícios do que está para acontecer, pequenas revelações do encaminhamento da ação. Essas pequenas insinuações constituem verdadeiro trunfo das emissoras de TV, pois servem para prender o telespectador à narrativa. O recurso foi ignorado na década de 60 e o seu aproveitamento iniciou-se na década de 70, sendo novamente abandonado nos anos 90. Os antigos folhetins costumavam, também, insinuar o que estava para acontecer, ao suspenderem a narração escrita.

CENOGRAFIA
Técnica de criar e construir os cenários.


CENOTÉCNICO
Profissional responsável pela construção dos cenários.


CHICOTE
Câmara corre lateralmente durante a filmagem de uma determinada cena, deslocando rapidamente a imagem.

CINECLUBES
Salas de exibição de obras audiovisuais de caráter não comercial, com programação alternativa às salas do grande circuito.

CINEMATÓGRAFO
A partir do aperfeiçoamento do Cinetoscópio de Edison, os irmãos Auguste e Louis Lumière idealizam o cinematógrafo, em 1895. O invento permitiu projetar imagens ampliadas numa tela, para vários espectadores ao mesmo tempo. Assim nasceu o cinema.

CINETOSCÓPIO
Inventado em 1890 por Thomas Edison e William Kennedy Dickson. O aparelho utilizava um filme de celulóide perfurado que era exibido no interior da máquina acionada à manivela. Em 1892, Edison funda nos Estados Unidos a Kinetoscop's Company. Em 1893, constrói o primeiro estúdio de cinema, o Black Maria, em New Jersey, e roda uma série de pequenos filmes. Em 1894, a exploração comercial do seu invento é um negócio próspero, atraindo multidões. Na França, Charles Pathé, e Antoine Lumière também compram estes aparelhos.

CLAQUETE
Dispositivo que tem a função de registrar cada take de cada cena filmada. A claquete é colocada diante da câmera com algumas informações escritas: número da cena, número do plano, número do take, informações de câmera, etc. Além disso, a batida da claquete produz um som que auxilia no sincronismo entre som e imagem do filme. É um instrumento fundamental para garantir um bom trabalho na montagem do filme ou telenovela.

CLICHÊ
Cacoetes verbais. Uso repetitivo e enfadonho de diálogos e soluções cênicas em qualquer tipo de produção artística.

CLÍMAX
É o momento alto do filme ou telenovela. Exemplo: o vilão morre, o heroi se casa.

CLOSE-UP
Plano que mostra o rosto de uma personagem.

COADJUVANTE
Atores que fazem desde segundos papéis até pequenos papéis. Também chamados de atores de composição.

COMPOSIÇÃO
Características psicológicas, físicas e sociais que definem uma personagem. (Composição da personagem, tipologia.)

CONTRARREGRA
Membro da equipe de arte responsável pelos objetos de cena no set de filmagem.

CONFLITO
Todo fator, de natureza interna ou externa, que dificulta a trajetória dos personagens numa história. Tudo o que se impõe como barreira para os personagens alcançarem seus objetivos.

CONTINUIDADE
Relação entre os elementos que compõe as cenas de maneira lógica para que se torne crível a narrativa. Exemplo: Em um plano a personagem acende um cigarro. No próximo, caso não haja passagem de tempo, é necessário que o cigarro esteja do mesmo tamanho.

CONTRA-PLANO
Tomada efetuada com a câmera na direção oposta à posição da tomada anterior. É muito utilizado na filmagem de diálogos.

CONTRA-PLONGÉE
O inverso da plongée. A cena é mostrada de baixo para cima.

CONTRASTE
Criação de diferenças explícitas referentes à iluminação de objetos ou zonas.

CORTE FINAL
Última versão da montagem do filme.

CORTE LARGO
É uma versão mais longa do filme, feita pelo montador. A partir dela o montador retira os excessos e faz os ajustes para chegar ao corte final.

CORTE SECO
Passagem direta de um plano para outro, sem o uso de efeitos de transição como fade in, fade out ou fusão.

CRÉDITOS
Relação das pessoas físicas e jurídicas que participaram ou contribuíram para a realização de um produto audiovisual. Geralmente mostrados no início e no final da produção.

CRISE DRAMÁTICA
Ponto de grande intensidade e mudanças da ação dramática.

CRONOFOTOGRAFIA
Inventada em 1887 por Étienne-Jules Marey. Era a técnica gráfica da fixação por fotografias de várias fases de um corpo em movimento, como o andar do homem ou vôo dos pássaros.

CURTA-METRAGEM
Normalmente é um filme com duração máxima de 30 minutos. A Ancine, algumas mostras, festivais e editais consideram o curta-metragem como um filme de duração igual ou inferior a 15 minutos.


CURVA DRAMÁTICA
Variação da intensidade dramática em relação ao tempo.
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Um comentário:

Rynaldo disse...

oii
sou dono do TV e Emissoras e desejo sim fazer parceria com seu blog!