segunda-feira, 3 de maio de 2010

No limite da paixão


NOME ORIGINAL
Entre el amor y el odio

ESCRITORA
Liliana Abud (Baseada na obra de Hilda Morales Alloís)

PAÍS DE ORIGEM
México

NÚMERO DE EPISÓDIOS
124

ANO DE GRAVAÇÃO
2002

ANO DE EXIBIÇÃO NO BRASIL
2003

EMISSORA
SBT

TEMA DE ABERTURA
Entre el amor y el odio

INTÉRPRETE
Ángel López

Me aposté que podría engañarte fácilmente,
no fue fácil pero un día sucedió.
Busqué después mil formas de humillarte,
es así como confundí mi corazón (mi corazón).

Y es que tú no estabas en mis planes (en mis planes),
que yo te amara para siempre.
Pero tú fuistes como un ángel (como un ángel),
hasta la vida me salvó.

Entre el amor y el odio está la línea del perdón,
cruzarla significa darle vida a esta pasión,
Y aunque el orgullo a veces pueda más que la razón
y aunque la más se aciere para que entre el amor…

Entre el amor y el odio me enamoro más de ti,
como dos sentimientos tan distintos
viven hoy dentro de mí…

Y es que tú no estabas en mis planes (en mis planes),
que yo te amara para siempre.
Pero tú fuistes como un ángel (como un ángel),
hasta la vida me salvó.

Entre el amor y el odio está la línea del perdón,
cruzarla significa darle vida a esta pasión.
Y aunque el orgullo a veces pueda más que la razón
y aunque la más se aciere para que entre el amor…

Entre el amor y el odio me enamoro más de ti,
como dos sentimientos tan distintos
viven hoy dentro de mí.

Por más que lo pienso no comprendo
como puedo odiarte al mismo tiempo
que me muero por estar cerca de ti.

Entre el amor y el odio está la línea del perdón (entre el amor y el odio),
cruzarla significa darle vida a esta pasión (cruzarla significa).
Y aunque el orgullo a veces pueda más que la razón
y aunque la más se aciere para que entre el amor…

Entre el amor y el odio me enamoro más de ti,
como dos sentimientos tan distintos
viven hoy dentro de mí.

Como dos sentimientos tan distintos
viven hoy dentro de mí…


ELENCO

César Évora: Otávio Villarreal

Susana González: Ana Cristina Robles

Alberto Estrella: Maciel Andrade

Sabine Moussier: Frida Villarreal

Joaquín Cordero: Fernando Villareal

Marga López: Josefa Villareal

Eduardo Noriega: Moisés

Miguel Córcega: Manuel Robles

Enrique Lizalde: Rogério Valencia

Victor Noriega: Paulo Sacristão

Arturo Peniche: Flávio Sacristão

Pablo Montero: Animas

María Sorté: Maria Madalena Moreno

Fabián Robles: José Alfredo Moreno

Luis Roberto Guzmán: Gabriel Moreno

José Ángel Garcia: Rodolfo Moreno

Luz Elena González: Fernanda “Santinha”

Carmen Salinas: Célia

Felícia Mercado: Lucila Montes

Harry Geithner: Everaldo

Juan Carlos Casasola: Aldir

José Luis Reséndez: Cesário

Manuel Valdéz: Adalberto Alarcón

Germán Ortega: Kiko

Freddy Ortega: Caco

Carlos Amador: Tito

Blanca Torres: Heriqueta

Jacqueline Bracamontes: Leonela

Radamés de Jesus: Marcelino

Silvia Manríquez: Rosália

Niñon Sevilla: Macarena

Ofelia Caño: Rebeca

Oscar Traven: Nícolas

Juan Ignacio Aranda: Fagundes

Juan Carlos Serrán: Vicente

Jaime Lozano: Dr. Edgar Ramos

Benjamín Rivero: Ramón

Aurora Alonso: Prudência

Humberto Elizondo: Advogado

Elizabeth Aguilar: Mirna

Francisco Avendaño: Médico

Maritiza Olivares: Caetana

Marlene Favela: Cecília

Maurício Aspe: Tobias

Patricia Romero: Lúcia

Ruben Morales: Padre José Alarcón

Susana Lozano: Glória

Vanessa Guzmán: Suzana Valencia Montes

Violeta Isfel: Paz

Armando Palomo: Liberdade

Aldo Monti: Lorenzo Ponti

Ernesto Alonso: Abad

Marcial Casale: Trindade

Alberto Loztín: Rubens Alarcón

Héctor Cruz: Manuel Robles (Jovem)


PERFIL DAS PERSONAGENS

Otávio (César Évora) – 40 anos, tipo atraente e esforçado, dentro de seu projeto de vida não figura o matrimônio, nem formar uma família. Ainda que violento tem uma grande sensibilidade.

Ana Cristina (Susana González) – jovem, dona de uma beleza natural. Tem uma alma nobre, generosa, caráter forte e decidido. Não suporta injustiças, sendo defensora dos direitos dos outros e dos seus próprios.

Maciel (Alberto Estrella) – um pouco mais jovem que Otávio, péssimo caráter, se faz de bonzinho para ganhar a confiança de seus patrões. Seu maior desejo é ser dono da fábrica de calçados que pertence a Fernando Villareal.

Fernando Villareal (Joaquim Cordero) – homem bondoso, de sentimentos nobres, magnata do calçado. Protetor de Ana Cristina. Seu testamento vai transtornar a vida de vários personagens da história.

Josefa (Marga López) – irmã mais nova de Fernando. Renunciou o amor de Moisés por pressões de sua mãe, dedicando sua vida a família. Enfrenta Otávio por descordar do amor dele por Ana Cristina.

Frida (Sabine Moussier) – bonita, fria, calculista e falsa, acostumada com a boa vida. Consegue enganar Otávio fazendo-se de vítima. Chantageada por Maciel que guarda um segredo podendo abalar sua relação com Otávio.

Caetana (Maritza Olivares) – 45 anos, tia de Frida. Ficou com a sobrinha logo que sua irmã Rosália engravidou. Acredita em horóscopos, cartas e amuletos. Por ambição usará Frida para tirar dinheiro dos Villareal.

José Alfredo (Fabián Robles) – jovem de bons sentimentos, ama Ana Cristina desde que era um menino. Filho de Rodolfo e Maria Madalena.

Gabriel (Luis Roberto Guzmán) – irmão mais velho de José Alfredo. Impaciente e violento, utiliza sua força física para lutas clandestinas e assim ganhar dinheiro às escondidas de sua família, tem uma pequena sapataria na cidade onde mora.

Maria Madalena (Maria Sorté) – de classe média, atraente e sensível. Mãe abnegada, de José Alfredo, mas se faz passar também por mãe de Gabriel.

Célia (Carmen Salinas) – boa pessoa, com grande coração. Tem um comércio no mercado de calçados. É a líder dos comerciantes e pensa sempre no bem comum acima do seu próprio. Depende muito de sua sobrinha Fernanda.


INTRODUÇÃO

Esta novela baseada em Cadena de odio, radionovela escrita por Hilda Morales Allois, teve como atores principais César Évora e Susana González. Foi a penúltima novela da saudosa Marga López que faleceu dois anos após o fim das gravações de Bajo la misma piel.

Foi uma das melhores novelas mexicanas já apresentadas no Brasil segundo uma das autoridades no gênero, a novelista da USP Eneida Machado, a história andava muito bem. Com personagens inesquecíveis e vilões odiosos, a novela chegou a cravar 13 pontos no Ibope.


RESUMO

Com a morte de seu tio Fernando, Otávio um homem sensual e corajoso que viveu afastado por muitos anos de sua família, regressa à sua cidade natal para assistir ao funeral. Otávio acha que seu tio foi o culpado pela ruína e morte de seu pai e também por tê-lo afastado de Frida, a mulher que ele tanto amava. Porém, Otávio chora às escondidas a morte do tio, que chegou a ser como um pai para ele.

Otávio ao se dirigir à mansão Villareal em seu carro e em companhia de Maciel, empregado de confiança de Fernando, são interceptados pelo cavalo de uma moça que vem a galope. Otávio fica espantado com a beleza da jovem, mas Maciel, desdenhoso, lhe diz que Ana Cristina era a amante de Fernando. Essa é uma calúnia, visto que Fernando somente se dedicava a proteger a menina que vivia em suas terras na companhia de seu suposto avô Manuel. Fernando havia morrido nos braços de Ana Cristina, lhe confessando que o amor de sua vida tinha sido Leonela. Ao ver o cadáver de seu tio, Otávio recordou o amor que sentiam e desabafa sua dor e frustração em Ana Cristina, chamando-a de mulherzinha.

A história da vida de Ana Cristina é um mistério. Ela foi adotada por Manuel, mas que acredita ser seu avô. Ana Cristina viveu toda sua vida em uma pequena casa rústica de propriedade de Fernando, que além de seu protetor, ela o via como um pai. Apesar de terem vivido no mesmo lugar, Ana Cristina e Otávio jamais haviam se cruzado.

O clima de maldade e falsidade surge por conta de Maciel, o corrupto administrador da fábrica de calçados de Fernando. Ambicioso e fariseu, ele envenena a mente de Otávio dizendo que Ana Cristina usou de sua beleza e juventude para seduzir Fernando e lhe tirar o dinheiro.

Conforme o testamento, Otávio é nomeado herdeiro da fábrica de calçados e de toda a fortuna do tio, mas com a condição de casar-se com Ana Cristina, e com ela permanecer por, pelo menos, um ano. Assim seu ressentimento contra a moça aumenta, para satisfação de Maciel. Ambos negam a se casar, ainda que intimamente não consigam evitar que se sintam atraídos um pelo outro.

No entanto, o corrupto Maciel, faz com que a ambiciosa Frida volte de Miami e reinicie sua relação com Otávio, ao mesmo tempo em que convence Otávio a se casar com Ana Cristina.

Frida, ex-noiva de Otávio, é uma mulher fria e calculista, com os olhos voltados sempre para o dinheiro. Através de seu amante Maciel, ela fica sabendo da fortuna de Otávio, e resolve investir na antiga paixão. No entanto, também convence Otávio a casar-se com Ana Cristina, assegurando-lhe que aquela insignificante mulher não evitará que eles sigam se amando.

Ana Cristina, influenciada pelo avô, sobre a vontade de Fernando, casa-se com Otávio, iniciando uma vida de brigas e desavenças, uma guerra de caprichos que se intensifica dia a dia. Os únicos felizes são Maciel e Frida que, na verdade, desejam se apoderar da fábrica, e se confabulam para que esse casamento não dure mais que o necessário, semeando dúvidas no coração de Otávio sobre a pureza e boas intenções de sua esposa.

Otávio, mesmo amando Ana Cristina, mas devido às dúvidas, se vê obrigado a abandoná-la e ir para Miami com Frida. De lá, voltará na companhia do empresário Rogério Valencia, um homem que tem muito a ver com o passado de Ana Cristina, que havia ficado grávida. Só que Frida também espera um filho. Otávio se vê preso entre suas dúvidas, seu amor por sua esposa e seu dever para com o filho que Frida espera.

Ana Cristina e Otávio terão que ultrapassar as barreiras das mentiras e enfrentar ao sentimento que os condena. Rodeados das más intenções de seus inimigos e os problemas que terão um a um até chegar a sua meta: estar juntos sem importar o passado.


COMENTÁRIOS

Sem dúvidas, No limite da paixão foi uma novela marcante. Teve um adiamento de 5 meses até que finalmente pudesse estrear. Mudou de horário duas vezes, mas pode-se dizer que sobretudo, prendeu do início ao fim.

No México, Entre el amor y el odio (nome original da novela) não começou com boa audiência, mas a inserção de novos personagens, seguido de uma reviravolta na história transformou a novela em um grande sucesso.

Foi uma novela recheada de fatos importantes, também nos bastidores. A eleição da protagonista foi muito disputada, depois da recusa de Aracely Arámbula, a história foi mexida, e fizeram testes com várias atrizes, dentre as quais Susana González levou o papel de Ana Cristina. Para o galã, Osvaldo Ríos foi chamado, mas cobrou uma fortuna para aparecer, o vilão seria César Évora, que acabou vivendo o protagonista Otávio.

Vários foram os destaques do elenco. Em seu primeiro papel estelar, Susana González não decepcionou. Embora não tenha começado conquistando a empatia do público, já que em sua carreira, seus papéis nunca foram de moças inocentes, aos poucos, ela foi agradando, e muito. E ao final da novela, pode-se notar que ela em nada ficou devendo às atrizes que levam várias protagonistas.

César Évora foi outro que simplesmente arrasou. Sua personagem passou por grandes transformações, começando por um galã completamente fora do comum, já que era maduro e não era tão romântico assim. Com o tempo, ele foi se aproximando mais do galã comum, coisa que César inclusive reclamou na imprensa. Mas o tempo todo, ele teve o destaque que merecia.

Sabine Moussier veio com tudo na pele de Frida, a vilã da história. Mas ela realmente deu uma virada quando sua personagem passou a apresentar sintomas de loucura.

Fabián Robles fez um trabalho muito digno como José Alfredo, apesar que a personagem em si não caiu no gosto do público. Quem foi ganhando cada capítulo mais espaço foi Luis Roberto Guzmán, que fez do violento Gabriel um dos personagens mais polêmicos e comentados da história.

O público aplaudiu de pé o soberbo trabalho de María Sorté na pele da sofrida Maria Madalena, uma dona de casa batalhadora que teve que suportar de tudo pela felicidade de seus filhos. Maria Madalena, em vários momentos, foi a protagonista da história. Um destaque merecidíssimo, que só recebeu elogios, embora muitas vezes o sofrimento de sua personagem fosse além da conta. Mas nem Ana Cristina, nem Maria Madalena choraram tanto como a recordista da lágrima tia Rebeca, bem interpretada por Ofélia Cano.

A grande surpresa da novela veio com Alberto Estrella vivendo o inesquecível vilão Maciel. Perfeita atuação em grandes momentos. Em uma personagem rica em detalhes, que foi ganhando ao longo dos capítulos, cada vez mais elementos interessantes, que garantiram a preferência do público. Sua obsessão por Napoleão, seus bonecos, seu modo de falar, seu cinismo, suas fitas K7, seu super equipamento de câmeras, e até mesmo uma transformação em Palhacinho Feliz fizeram desse uma personagem que dificilmente será esquecida.

O único pesar no elenco foi a participação da grande Marga López, em um papel pouco expressivo e que deixou muito a desejar.
Quando a novela começou no México e as audiências não correspondiam, Salvador Mejía Alejandre, produtor da novela, acrescentou novos atores ao elenco. O consagradíssimo Enrique Lizalde, como Rogério, pai de Ana Cristina, além de Felícia Mercado e Vanessa Guzmán.

Somente Vanessa chegou ao final da história. Já que Felícia Mercado e Enrique Lizalde se desentenderam com os produtores e foram convidados a se retirar da novela. Uma pena, principalmente por Enrique, já que seu personagem muitas vezes teria sido fundamental.

Também houveram muitas participações especiais. Arturo Peniche ficou por dois capítulos, a intenção era que ele voltasse, como o ator não quis, entrou Victor Noriega como um novo pretendente para Ana Cristina. Além de Armando Palomo, um transexual que viveu a enfermeira Liberdade.

Os bastidores da novela foram muito tumultuados. César Évora reclamou da demora na entrega do texto, já que os capítulos eram gravados praticamente no mesmo dia em que iam ao ar. Liliana Abud, adaptadora da história, não gostou nem um pouco da atitude dele e mandou páginas em branco. Susana González apoiou César e naquela semana, Ana Cristina e Otávio apareceram o mínimo possível. Estranhamente, nessa semana, a audiência explodiu.

No limite da paixão foi uma novela com momentos muito marcantes. A começar por toda a relação de amor e ódio existente entre Otávio e Ana Cristina, fazendo com que fossem um par romântico cheio de química e com cenas excelentes. Com certeza, foi um dos melhores pares já vistos.

A grande reviravolta da troca de bebês rendeu grandes cenas, a novela tomou um outro rumo, com duas passagens de tempo, e culminou na morte de João Manuel, filho de Frida, criado por Ana Cristina, que com certeza foi a cena mais emocionante da novela. Susana González esteve simplesmente perfeita em cena. As últimas semanas foram marcadas pelo suspense e um clima de terror. Os capítulos finais estiveram de tirar o fôlego, com a lepra de Frida e a vingança de Maciel.

Foi uma novela extremamente violenta, para os padrões mexicanos. Isso causou inúmeras edições promovidas pelo SBT. Muitos foram os assassinatos, como o de Rodolfo, Cecília, já que Marlene Favela saiu da novela porque recebeu convite para estrelar Gata Selvagem, Manuel, Aldir, Caetana, Tobias, Ramón, Liberdade, só para citar alguns.

Nunca um clichê foi tão explorado como nessa novela: filhos e pais separados. Metade do elenco estava a busca de seus pais, a outra estava atrás dos filhos. Já não bastasse Ana Cristina, Frida e toda a confusão envolvendo a família de Maria Madalena Moreno, surgiu um tal de Compadre Waldomiro que veio exatamente para ter a mesmíssima história que vários já tinham na novela.

Entre alguns erros e muitos acertos, seja por seus personagens marcantes, pela história cheia de reviravoltas e que sempre prendeu a atenção, por seu vilão, e pelo casal inesquecível, só é possível dizer uma coisa: No limite da paixão deixou saudades.

O tema de abertura traz o nome original da novela, Entre el amor y el odio interpretado por Ángel López.
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3 comentários:

@deneslima disse...

Maciel MITO. Lembro até hoje dele, KKKK!

charles disse...

Maciel foi fantastico

Anônimo disse...

Simplesmente a melhor novela mexicana que eu já vi na vida, FRIDA E MACIEL, os vilões mais terríveis, com o final mais cruel que já vi, cheguei a me arrepiar.