domingo, 11 de abril de 2010

Olhar de mulher


NOME ORIGINAL
Mirada de mujer

ESCRITORES
Bernardo Romero, Mónica Agudelo e Jimena Romero

PRODUTORES
Epigmenio Ibarra e Carlos Payán

PAÍS DE ORIGEM
México

NÚMERO DE EPISÓDIOS
260

ANO DE GRAVAÇÃO
1997

ANO DE ESTREIA NO BRASIL
2000

EMISSORA
Rede Record

TEMA DE ABERTURA
Dime

INTÉRPRETE
Aranza

Dime qué es lo que está pasando,
si en algo te he fallado,
si fue la primavera lo que se me ha escapado,
acaso en estos brazos no te has acomodado.

No encuentro la razón del porqué me haz suplantado
o es que sepultaste nuestro amor.
Dime si soy la responsable
del tiempo transcurrido.

No, no tengo el pecho erguido,
ya no estoy tan deseable.
Tal vez no haz procurado
hacer cosas extrañas,
venderte algunas mañas.
Pero ni un momento he dejado de adorarte.

Dime qué es lo que está pasando,
si en algo te he fallado
o si es que te olvidaste que yo fui aquella flor
que muchas primaveras tanta vida te dio.


ELENCO

Angélica Aragón: Maria Inês Domínguez de San Millán

Ari Telch: Alexandre Salas

Fernando Luján: Inácio San Millán

Margarita Gralia: Paulina Sarracín

Evangelina Elizondo: Dona Emilia Elena de Domínguez

Verónica Langer: Rosário

María Renée Prudencio: Adriana San Millán

Bárbara Mori: Mônica San Millán

Plutarco Haza: André San Millán

René Gatica: Francisco

Muriel Fouilland: Ivana

Álvaro Carcaño Jr.: Nícolas

Olmo Araiza: Alex Salas

Carlos Torres Torrija: Marcos

Paloma Woolrich: Consuelo

Carmen Madrid: Marcela Miranda

Martha Mariana Castro: Daniela López de San Millán

Víctor González: Fernando

Alma Rosa Añorve: Glória

Enrique Singer: Enrique

Dora Montero: Elvira

Ana Graham: Marina

Mariana Peñalva: Andrea


INTRODUÇÃO

Olhar de mulher foi uma telenovela mexicana da Azteca, protagonizada por Angélica Aragón, Ari Telch e Fernando Luján. Se trata de uma adaptação da colombiana Señora Isabel, realizada em 1993, protagonizada por Judy Henríquez, Alvaro Ruiz e Luis Mesa. Esta telenovela revolucionou a audiência mexicana ao tocar nos valores tradicionais do gênero e de uma sociedade acentuadamente machista. Olhar de mulher é diferente, atual e reflete a realidade, como só um espelho pode fazer.


RESUMO

Maria Inês de San Millán é uma dona de casa de classe média alta, como tantas outras, dedicada a sua casa, a seu marido, Inácio, e a seus filhos, Adriana, André e Mônica. Como tantas outras, não está satisfeita com sua vida, como tantas outras não sabe o que fazer para mudar, nem sequer sabe que tem direito a outras coisas, a outra vida, aos seus sonhos. Ela está presa em casamento sem vida, que morreu devido à rotina, ao tédio cotidiano e a um marido infiel.

Ela, já não tem nem o amor, nem a paixão de seu marido, nem o respeito de seus filhos, com exceção de seu filho André, que a considera uma pessoa sem defeitos para apontar, diferentemente de seu pai, Inácio San Millán, um importante advogado.

Depois de vinte e sete anos de casamento, no entanto, Inácio San Millán decide abandoná-la por uma mulher mais jovem, chamada Daniela. Ele somente quer aproveitar o que lhe resta de vida, quer ser feliz.

O mundo de Maria Inês desaba. Ainda que a decisão de romper a relação é unicamente de Inácio, a família e a sociedade culpam Maria Inês pelo abandono, por não saber deter seu marido, por não haver fechado os olhos diante da traição, como fariam as esposa submissas. Suas filhas também acreditam que a culpa pelo abandono é de sua mãe.

Dona Elena, mãe de Maria Inês lhe exige uma volta com Inácio. O único apoio que encontra está em seu filho e em suas amigas, Paulina, Rosário e sua irmã Consuelo.

Maria Inês enfrenta, à força e por necessidade de viver, o resto de sua vida de forma diferente e se dispõe a fazê-lo, contra tudo e contra todos os que pensam que a única coisa que resta a uma mulher de cinquenta anos e sem marido, é se isolar e esperar a morte, que o único papel da mulher é o de esposa e mãe.

Nesse caminho de descobrimento, Maria Inês se cruza com Alejandro Salas, um escritor e jornalista, separado e com um filho, quase vinte anos mais jovem que ela. Alejandro não vê em Maria Inês uma mãe, e sim, uma mulher, uma sensação que Maria Inês acreditava estar esquecida.

O amor e o apoio de Alejandro se convertem em algo fundamental para que Maria Inês possa ser a que sempre quis ser, dona dela mesma, e ainda que tudo pareça estar contra, os dois lutarão juntos contra as dificuldades, as mentiras e a hipocrisia que os separam.


CURIOSIDADES

Olhar de mulher é uma das telenovelas mais exitosas da TV Azteca, tanto que em 2003, produziram uma segunda parte, intitulada Mirada de mujer: El regreso, a qual teve um êxito moderado no horário das 21 horas.

Margarita Gralia não esteve em Mirada de mujer: El regreso, pois a personagem de Paulina havia morrido ao ser contagiada pelo vírus da AIDS.

Ainda que a telenovela tenha conquistado êxito, seu final é considerado um dos piores.

Para o papel de Maria Inês, havido sido pensada a atriz Angélica María, mas esta rejeitou trabalhar na TV Azteca, então escolheram Angélica Aragón.

O papel de Maria Inês rendeu a Angélica Aragón o prêmio TVyNovelas. Foi a única vez que o prêmio era entregue a uma atriz de telenovela que não era da Televisa. Barbara Mori também ganhou o prêmio de melhor atriz revelação.

Curiosamente, a atriz Victoria Ruffo realizou dois remakes diferentes de telenovelas de Angélica Aragón, o primeiro foi Vivir un poco, protagonizada por Angélica em 1985, e que vinte anos depois foi adaptada sob o título de A madrasta, protagonizada por Victoria. Posteriormente, em 2007, Victoria protagonizou o remake de Olhar de mulher, intitulado Victoria.

Curiosamente, o ator Mauricio Ochmann, protagonista masculino de Victoria, participou na telenovela Mirada de mujer: El regreso.


COMENTÁRIOS

Desde o primeiro momento, o telespectador se dá conta de que está diante de um produto diferente. O conflito que é apresentado em Olhar de mulher tem a capacidade de envolver o telespectador nos problemas cotidianos das personagens.

Ao ver esta telenovela, temos a impressão de estar escutando diálogos normais, porque conseguiram que fosse interessante se ouvir falar de algo íntimo na televisão. Pelo menos o que na televisão mexicana, ninguém dizia abertamente, até Olhar de mulher.

Também o ritmo, não só da ação, mas dos diálogos, a harmonia e os silêncios são diferentes. Ao falar como o povo fala, as personagens vão e voltam ao tema principal, sem que a exposição das ideias se converta em pura simulação.

A maturidade é particularmente interessante, porque mostra um sentimento que é bastante universal: a sensação de descompensação entre a idade do corpo e a idade da mente ou da alma, essa perplexidade que se sente ao se dar conta que em um corpo maduro habita uma pessoa jovem, esse desconcerto ao perceber que o tempo tem passado e não temos dado conta.

Assim vemos Maria Inês brincar e rir com sua amiga Paulina ou com Alejandro, diante do espanto de seus filhos que pensam que seus pais não tiveram infância.

Olhar de mulher, não é uma obra habitada por caprichosos, homens tiranos e mulheres fortes, resistentes e sofredoras. Aqui, os homens são pessoas normais, com seus defeitos e contradições, inseguranças e complexos.

Inácio San Millán, supostamente o vilão da história, é um homem decente, resultado da educação que havia recebido. Apesar de ter abandonado sua família, entendemos suas razões, suas dúvidas e sobretudo sua vontade de começar tudo outra vez, de não se deixar morrer antes do tempo. Apesar de ser um homem à moda antiga e, portanto, bastante autoritário, ao errar pede perdão e tenta reparar a falta cometida.

A telenovela, sutilmente, critica a distinção de valores e caracteres femininos e masculinos, para deixar claro que, antes de sermos homens e mulheres, somos seres humanos. Desta forma, encontramos em Olhar de mulher, mais homens sensíveis do que mulheres, começando por André, o filho de Maria Inês, Alejandro, Nícolas, o namorado de Adriana e até mesmo Francisco, o marido de Rosário. Enquanto há várias mulheres com comportamentos tradicionalmente masculinos, como Marcela Miranda, ou Mariana, a mulher de Alejandro.

Contudo, Alejandro Salas merece um comentário aparte. Ari Telch entrega a personagem uma profundidade das que se derivam do puro talento inato, das que é difícil aprender em uma escola ou em um livro. Alejandro é altamente infantil e adulto, é nobre, terno, direto e honesto consigo e com os demais. Ainda que seja uma personagem muito graciosa e com grande senso de humor, esse humor se trata de uma auto-defesa diante de um mundo que não aceita facilmente a sensibilidade dos homens. Alejandro é vulnerável e inseguro e sabe disso.

Porém, o final desta telenovela vai contra a tese que havia defendido ao decorrer da trama. Final este que nos faz chorar, mas de raiva e pena pelos protagonistas, já que houve uma traição ao espírito da obra, das personagens, da experiência de vida, da sabedoria e conhecimento interior que estas vinham adquirindo diante de nossos olhos e das decisões que valentemente haviam tomado. O final, simplesmente não agradou.
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4 comentários:

Anônimo disse...

Amei essa novela, é uma pena que a mirada de mujer el regresso não foi exibida no Brasil.

AQUILA BR disse...

Novela incrível, perfeita!

Assisti ela qdo passou na record, e depois que baixei na net assisti 2x já, muito boa!

vera disse...

Adorei essa novela

maria de fatima disse...

oi onde vc assistiu?