terça-feira, 20 de abril de 2010

A alma não tem cor


NOME ORIGINAL
El alma no tiene color

ESCRITOR
Joselito Rodríguez

PRODUTOR
Juan Osorio

PAÍS DE ORIGEM
México

NÚMERO DE EPISÓDIOS
102

ANO DE GRAVAÇÃO
1997

ANO DE ESTREIA NO BRASIL
2001

EMISSORA
SBT

TEMA DE ABERTURA
El alma no tiene color

INTÉRPRETE
Laura Flores e Marco Antonio Solís

Anda luz de mis ojos
ven y alúmbralo allá donde está.
Cuéntame que lo nuestro
no quedó en la distancia,
que aquí todo es mentira sin su verdad.

Vuela aire que cantas
y haz morir nuestra vieja canción
y le muy suavemente
que es todo a mi presente
que estás siempre en mi mente y en mi corazón.

Que es un infierno su ausencia
y sus brazos las llaves de mi prisión
que es mi vida un vacío
y me inyectó en su brillo, en su dirección.

Cual paloma sin nido
abrigada en la esencia de nuestro amor.
Bueno es sí lo prohibido
y lo llevo escondido
en el alma más hundido en color amor.

Luna de enamorados
tú que sabes decir sin hablar
dime si haberlo amado es mi eterno pecado
pues lo llevo callado en la intimidad.

Que es un infierno su ausencia
y sus brazos las llaves de mi prisión
que es mi vida un vacío
y me inyectó en su brillo, en su dirección.

Cual paloma sin nido
abrigada en la esencia de nuestro amor.
Bueno es sí lo prohibido
y lo llevo escondido
en el alma más hundido en color amor.


ELENCO

Laura Flores: Guadalupe Roldán

Arturo Peniche: Lisandro do Alamo

Celia Cruz: Amália

Zayda Aullet: Estrelinha

Lorena Rojas: Ana Luísa Roldán do Alamo

Claudia Islas: Bethânia

Carlos Cámara: Humberto Roldán

Aracely Arámbula: Margarida Roldán

Patricia Navidad: Sara Hidalgo Roldán

Ofelia Guilmain: Aline do Álamo

Rafael Rojas: Luís Diego Morales

Ernesto d'Alessio: Papalote

Eduardo Luna: Rodrigo

Kuno Becker: João José

Christian Ruby: Alexandrina

Serrana: Mônica

Maribel Palmer: Isadora

Xavier Marc: Román / Romão

Oswaldo Sabatini: Victor Manuel

Erika Buenfil: Diana Alcantara

Gaby Goldsmith: Samira


PERFIL DAS PERSONAGENS

Guadalupe Roldán (Laura Flores) – jovem bonita e elegante, ela pertence a uma das famílias mais poderosas de Monterrey. Por uma série de circunstâncias, é obrigada a se casar com Lisandro do Álamo. Apesar de ser loira, Guadalupe dá a luz a uma criança negra, o que gera vários conflitos em sua vida.

Lisandro do Álamo (Arturo Peniche) – milionário de personalidade forte, é acostumado a vencer os desafios da vida. Desde pequeno é apaixonado por Guadalupe, com quem se casa depois de um acordo entre as famílias.

Amália (Célia Cruz) – é a verdadeira mãe de Guadalupe. Assim que a criança nasce ela a entrega a Humberto Roldán para que Guadalupe seja criada como filha legítima de sua esposa, Sara. Amália se sacrifica trabalhando como babá de sua própria filha.

Humberto Roldán (Carlos Cámara) – pai de Guadalupe, ele é um homem autoritário. Para evitar a ruína financeira e o desprestígio social, é capaz de vender sua própria filha Guadalupe.

Aline do Álamo (Ofélia Guilmain) – mãe de Lisandro, ela é uma mulher dominadora que deseja que o filho se case com Mônica. Não quer que Lisandro continue ao lado de Guadalupe por ela ser filha de uma negra.

Ana Luisa (Lorena Rojas) – prima de Guadalupe, tem muitos complexos, principalmente por ser pobre. Possui uma deficiência física. Carrega dentro de si os piores sentimentos.

Betânia Roldán (Claudia Islas) – mãe de Ana Luisa e irmã de Humberto. É uma mulher complexada por ser pobre. Tem dupla personalidade. À noite, comporta-se de forma estranha e é cheia de mistérios.

Luis Diego Moura (Rafael Rojas) – romântico e carinhoso, ele pertence à classe média. Vive com seu avô Fulgêncio. Ama Guadalupe e sonha em se casar com ela. Torna-se vítima da covardia de Humberto ao ser acusado e preso por um crime que não cometeu.

Sara Hidalgo (Patricia Navidad) – jovem bonita, mas de pouco estudo, ela vende salgadinhos em frente à escola onde Luis Diego trabalha. É apaixonada por ele. Luis Diego se propõe a dar aulas para ela.

Margarida Roldán (Aracely Arábula) – irmã mais jovem de Guadalupe. Excelente atleta, ela se prepara para participar dos Jogos Olímpicos, ainda que para isso tenha que sacrificar seu amor por João José.

João José (Kuno Becker) – professor de natação e namorado de Margarida. Teme que Humberto Roldán, pai da moça, interfira no relacionamento devido às diferenças sociais. É amigo e confidente de Luis Diego.

Papalote (Ernesto D’Alessio) – rapaz de bom caráter, ele trabalha como mecânico e é vizinho de Sarita, por quem é apaixonado. Quando conhece Margarida, porém, seus sentimentos se transformam.


INTRODUÇÃO

Esta telenovela é uma adaptação do filme mexicano dos anos 40 Angelitos negros. Sua mensagem principal era contra o preconceito racial, uma vez que a personagem principal era branca e tinha uma filha negra.


RESUMO

A trama contava a história de Guadalupe Roldán a filha mais velha de uma familia tradicional falida, para solucionar os problemas financeiros da família, o pai obriga Guadalupe a se casar com um homem que não ama, depois de uma desilusão com o verdadeiro amor da sua vida Guadalupe cede às pressões e se casa com o milionário Lisandro do Álamo.

No início da relação, Guadalupe sente que jamais irá amar Lisandro. O marido, no entanto, apaixonado pela moça desde quando eles eram crianças, tenta de todas as formas conquistar o coração de Guadalupe. Sugere a ela que um filho poderia consolidar a união do casal.

Com o passar do tempo, o amor de Lisandro é retribuído. Guadalupe descobre que o marido é um grande homem e se apaixona. Logo ela fica grávida e realiza o sonho de Lisandro.

Porém o que ninguém sabe é que Guadalupe na verdade é filha de uma empregada negra da casa.

Ansioso pela chegada do herdeiro, o milionário é surpreendido quando Guadalupe dá a luz a uma menina negra. O bebê é motivo de desconfiança, pois Gaudalupe e Lisandro têm pele clara. O que faz com que o marido e a sogra achem que Guadalupe é adultera.

Na verdade, a criança tem características genéticas da avó, Amália, uma senhora negra que é a verdadeira mãe de Guadalupe mas que sempre se passou por sua babá – no passado Amália teve um romance secreto com Humberto Roldán, o pai de Guadalupe.

Lisandro acusa a mulher de adultério e decide se divorciar, ao mesmo tempo em que Guadalupe é pressionada pelo pai, Humberto Roldán. Sem poder defender sua filha, Amália se vê obrigada a manter o segredo.
Aproveitando-se da situação, a perversa Ana Luisa, que por ser pobre sempre se sentiu inferior a Guadalupe, faz de tudo para se casar com Lisandro.

Desolada Guadalupe rejeita a própria filha, até que a verdade é revelada, mais a menina é sequestrada e abandonada, Guadalupe vai embora do país.

Algum tempo depois a menina é encontrada pelo pai, que se casa com a prima de Guadalupe uma jovem perversa e invejosa. Anos depois a filha de Guadalupe é uma criança encantadora e esperta que sofre com o desprezo da avó paterna e da madrasta que ela acredita que é sua mãe.


COMENTÁRIOS

A alma não tem cor foi uma novela bastante problemática, repleta de tropeços e confusões, mas que ainda assim não deixou de ter suas boas coisas.

O produtor Juan Osório vinha de um mega êxito de nome Marisol, ou seja estava com a moral alta na Televisa. El alma no tiene color estreou as 17h no Canal de las Estrellas, e no início até teve boas audiências se considerar que era a tarde.

A novela depois de um tempinho foi remanejada de horário e foi para as 21h30, para substituir a fracassada, porém, elogiada Pueblo Chico, infierno grande e desde então ficou taxada pelo seu fracasso.

O elenco era muito bom para a época, Laura Flores teve seu primeiro protagônico após a vilã Sandra em Marisol, Arturo Peniche já há muito tempo famoso, Claudia Islas, que também vinha de Marisol fora sua já consolidada carreira, Patricia Navidad, em alta depois de Cañaveral de Pasiones, Lorena Rojas, Rafael Rojas, enfim um bom elenco, que realizaram em sua maioria boas atuações por que tinham papéis interessantes, o problema era que a história era geneticamente impossível, aliás qualquer um que saiba um pouco de genética percebe que Estrelinha nunca seria filha de Guadalupe e Lisandro.

O grande destaque ficou por conta de Lorena Rojas, como a invejosa e amargurada Ana Luísa. Queixava-se por ser manca, míope e feia. Porém sua maldade não acabava quando ela se tornava uma bela mulher. Em sua meta de destruir Guadalupe, Ana Luísa tornou-se uma grande vilã. O problema é que chegou uma hora que não haviam mais maldades para ela fazer, então colocaram um interesse amoroso por Victor Manuel, o novo amor de Guadalupe. Porém, mesmo com alguns deslizes na história, a atuação de Lorena Rojas valeu a pena.

Outro destaque foi Patricia Navidad como a carismática Sarinha, irmã bastarda de Guadalupe. Simples e generosa, conquistou o público pouco a pouco. Outra boa atuação de Paty.

Cláudia Islas, em seu último trabalho na Televisa, teve um interessante personagem, a tia Bethânia, melhor conhecida como “Sereia”, uma mulher que mantinha a digníssima classe durante o dia, mas quando anoitecia, saía para roubar milionários na pele de uma cantora.

Laura Flores, apesar de tudo, conseguiu passar toda a dor de Guadalupe. A heroína não passava um capítulo sem derramar uma lágrima. O momento em que ela descobre a morte de seu amado Lisandro foi muito marcante. O desespero da personagem foi muito real.

No quesito má atuação, ninguém supera Célia Cruz. A cantora cubana foi colocada na novela para chamar a atenção, e ela bem que tentou se sair bem, mas não adiantava. Ela era simplesmente péssima. A solução foi diminuir seu espaço na trama. Tanto que as vezes, os personagens perguntavam “Onde está Amália?”, o jeito era dizer “Ela está deprimida em seu quarto”. Lamentável.

O problema da história era sua lentidão, pelo menos a princípio. Logo depois de um início promissor, a novela se perdeu, e ficou parada, sem ter para onde ir.

Mas se antes nada acontecia, depois aconteceu de tudo. Pobre Guadalupe, primeiro casada a força, depois rejeitada quando tinha uma filha negra, vítima de infâmias e intrigas de Ana Luisa , vira uma cantora em um centro de nome duvidoso “Sapo Apaixonado”, todos acham que virou uma mulher baixa, quando pensa em virar cantora. Roubam sua filha, vai procurar a criança e não acha. Anos depois (e ainda sofrida), e após ter a decepção de ver seu grande amor se casar com a vilã, descobre que sua mãe é a babá, que foge, fica nas mãos de Luis Diego, finalmente encontra sua filha, quando tudo parecia bem, mais um golpe, morre Lisandro. Guadalupe agora louca, quando recobra a lucidez, se apaixona por Victor Manuel. Diana morre, Guadalupe vai presa, e pra arrematar fica tuberculosa na prisão, haja sofrimento, e olha que as desgraças da família nem foram citadas (paralisia, alcoolismo, irmã perdida).

Ou seja, a historia virou uma bagunça só, ainda mais quando Arturo Peniche se desentende com o diretor da novela, Otto Sirgo, e deixa a história, entram novos personagens para dar continuidade a saga de Guadalupe, são eles: Victor Manuel, o médico que atende Guadalupe em sua fase de loucura, Diana, médica interessada em Victor Manuel e Samira, irmã de Victor Manuel e antigo amor de Luis Diego.

Depois de tanta bagunça, quando finalmente Guadalupe ia encontrar a felicidade, ela resolve de um minuto para outro ficar só, de repente aparece FIM…

A alma não tem cor foi uma novela incoerente, teve boas intenções, ao tentar mostrar uma história bastante diferente, e que ainda abordou a questão do racismo, mas se perdeu.

Em meio a menos altos que baixos, a novela terminou esquecida.
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6 comentários:

Willian Bressan disse...

Muito bons os comentários! Parabéns!

Dirce disse...

Otima novela, sou mulata filha de mulher branca...

Karine Portela disse...

Realmente e perceptível a bagunça dessa novela. Nao há costurar entre os altos e baixos da trama. Que pena, a novela tinha tudo para ser um sucesso. :(

Danilo Didho disse...

Eu amava a novela. Simplesmente não conseguia parar de assistir. Vi muito poucas novelas com potencial como essa. Quão grande foi minha surpresa quando Guadalupe, que eu adorava, e que desempenhava muito bem seu papel, fica sozinha e entristecida. Realmente lamentável, porque eu nunca imaginara que uma novela tão boa teria um final tão trágico. Tão infeliz. Eu pensava que o Lisandro estava vivo. Tinha quase certeza. Mas era tudo mais uma maldade da Ana Luíza. Não tinha como acabar pior a trama. O final destruiu a minha visáo da novela e passei a odia-la com todas minhas forças.

Fabiano Oliveira disse...

Concordo plenamente a novela em si foi muito boa mas o final foi decepcionante

Anônimo disse...

Se perdeu totalmente a novela...