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quarta-feira, 10 de março de 2010

Os países e suas telenovelas

A telenovela mexicana, igualmente ao resto de novelas produzidas por outros países, originalmente da América Latina, pode ser comparada aos grandes êxitos de Hollywood, pela importância econômica que tem no país, pelos grandes investimentos destinados à sua produção e pelas adaptações e continuações realizadas.

O México é o maior exportador de telenovelas, inclusive utilizando-se de histórias repetidas a nível local, ou adaptações de outros países. Este fenômeno é comum desde os anos oitenta e se estendeu a outros países. Talvez o maior exemplo tenha sido Los ricos también lloran, uma das novelas mais exitosas da história, além de María la del barrio e Marina.

A respeito das protagonistas das novelas mexicanas, vale destacar Thalía (Maria do Bairro), Edith González (Salomé), Gabriela Spanic (A usurpadora). Quanto aos protagonistas masculinos podemos mencionar Fernando Colunga (A usurpadora), Eduardo Yáñez (Destilando amor) e Mauricio Islas (Manancial).

A telenovela argentina narra uma história fictícia, às vezes baseada em fatos reais, de alto conteúdo melodramático. Nos últimos anos, tendeu-se a tratar de temas de compromisso social, tentando-se eliminar alguns tabus sobre temas como homossexualidade, e informando sobre deficiências e enfermidades, aproximando do público a difícil realidade a qual enfrentamos em certas ocasiões, mas sem deixar de dar o toque rosado da ficção.

Como protagonistas femininas de novelas argentinas podemos mencionar Andrea del Boca (Antonella), Grecia Colmenares (Manuela) ou Natalia Oreiro (Muñeca brava). E masculinos Gustavo Bermúdez (Nano), Osvaldo Laporte (Além do horizonte) e Gabriel Corrado (Chiquititas).

A telenovela colombiana conseguiu posicionar no mundo cerca de 84 histórias, todas com um grande êxito. De fato, a Colômbia é o quarto maior exportador de novelas para o mundo. Yo soy Betty, la fea, um dos maiores êxitos televisivos da história, foi exportada a numerosos países, onde conseguiu alcançar elevados índices de audiência. Entre suas adaptações se encontram Ne rodis krasivoy, na Rússia; Lotte, nos Países Baixos; La fea más bella, no México; Jassi Jaissi Koi Nahin, na índia; Verliebt in Berlin, na Alemanha; Ugly Betty, produzida por Salma Hayek para a ABC dos Estados Unidos; Yo soy Bea, a adaptação espanhola e Bela, a feia, produção brasileira.

Assim como o México, um meio de exportação e inclusive de repetições a nível local, é a adaptação de outros formatos, um fenômeno também comum na Colômbia desde os anos noventa até a atualidade. Como antecedentes da novela colombiana, existiram os folhetins e mais recentemente, no século 20, precisamente na década dos anos sessenta, as foto-novelas com atores reais e, que, apoiando-se em um pequeno texto, desenvolveram suas histórias, e as rádio-novelas dos anos quarenta e cinquenta.

Destacamos como atrizes de novelas colombianas Margarita Rosa de Francisco (Café com aroma de mulher), Ana María Orozco (Betty, a feia) ou Zharick León (¿Adónde vas Soledad?). Como atores, vale mencionar Jorge Enrique Abello (Betty, a feia), Juan Pablo Raba (Por amor a Gloria) e Manolo Cardona (¿Por qué diablos?)

As telenovelas venezuelanas gozam de grande popularidade em toda América Latina e em países como Portugal, Espanha, Itália, Grécia, na parte leste da Europa, Ásia Central, Turquia, China, Indonésia e no continente africano.

Podem ser classificadas, segundo o público a que se destinam: juvenis, infantis e de época; segundo a periodicidade com que emitem: diariamente, semanalmente, etc. e de acordo com o tema de que tratam.

Podemos destacar Jeanette Rodríguez (Cristal), Amanda Gutiérrez (Rosa de la calle), Catherine Fulop (Abigail), como destacadas atrizes de novelas venezuelanas e Carlos Mata (La dama de rosa), Jean Carlo Simancas (Mundo de fieras) e Fernando Carrillo (Pasionaria), como destacados protagonistas masculinos.
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