domingo, 28 de março de 2010

Coração selvagem



NOME ORIGINAL
Corazón salvaje

ESCRITORA
María Zarattini (Baseada na obra de Caridad Bravo Adams)

PAÍS DE ORIGEM
México

NÚMERO DE EPISÓDIOS
80

ANO DE GRAVAÇÃO
1993

ANO DE EXIBIÇÃO NO BRASIL
1997 / 2000

EMISSORA
CNT - Gazeta / SBT

TEMA DE ABERTURA
Corazón salvaje

INTÉRPRETE
Manuel Mijares

¿Y cómo cobrale a la vida cuando todo te ha salido siempre mal?
¿Y cómo cerrar tantas heridas si la sangre no ha dejado de brotar?
Cuando al precio de la vida es tan difícil de pagar.

¿Y cómo rogarle al destino cuando estoy acostumbrado a arrebatar?
Porque hoy que te he encontrado no te aparte de mi lado,
no derrumbe nuestros sueños, ni se atreva a separarnos.

Voy a exigirle a la vida que me pague contigo, que me enseñe el sentido del dolor,
porque ya fue suficiente el castigo de no haberte conocido
y dejar de ser por siempre un mendigo del amor, un corazón salvaje…

¿Y cómo explicar a los instintos que mi búsqueda contigo terminó?
que dos caminos tan distintos en algún momento el tiempo los unió,
quien lo dijera, entregar la libertad sin condición.

Voy a exigirle a la vida que me pague contigo, que me enseñe el sentido del dolor,
porque ya fue suficiente el castigo de no haberte conocido
y dejar de ser por siempre un mendigo del amor, un corazón salvaje…


ELENCO

Edith González: Condessa Mônica de Altamira de Alcazar y Valle

Eduardo Palomo: João Alcazar y Valle “João do Diabo”

Ana Colchero: Condessa Aimé de Altamira de Alcazar y Valle

Ariel López Padilla: André Alcázar y Valle

Enrique Lizalde: Noel Mancera

Claudia Islas: Sofia de Alcazar y Valle

Arsenio Campos: Alberto de la Serna

Luz María Aguilar: Catarina de Altamira

Ernesto Yáñez: Batista

Yolanda Ventura: Açucena

Javier Ruán: Guadalupe Cajiga

César Évora: Marcelo Romero

Isaura Espinoza: Amanda

Verónica Merchant: Mariana

Olivia Cairo: Joaninha

Emilio Cortés: Serafim

Ana Laura Espinosa: Lupe

Gerardo Hemmer: Joaquim

Jaime Lozano: Segundo

Adalberto Parra: Capitão Espíndola

Alejandro Rábago: Pedro

Gonzalo Sánchez: Facundo Gómez "Tuerto"

Mónika Sánchez: Rosa

Indra Zuno: Meche

Antonia Marcin: Dolores

Julio Monterde: Frei Domingo

Queta Lavat: Madre Superiora

Arturo Paulet: Juiz Mondragón

Joana Brito: Ana

Maribel Palmer: Teresa

Queta Carrasco: Dona Prudência

María Dolores Oliva: Tehua

Juan Antonio Llanes: Juiz Esperón

Conchita Márquez: Irmã Juliana

Julián de Tavira: João (Criança)

Christian Ruíz: André (Criança)


INTRODUÇÃO

Coração salvagem foi produzida por José Rendón, em 1993. Foi a terceira adaptação para a televisão, por Mary Zarattini, da clássica história original de Caridad Bravo Adams. É a mais bem sucedida e lembrada das três versões produzidas no México.


RESUMO

Francisco Alcázar y Valle é um importante e rico homem que possui uma fazenda de cana de açúcar, casado com uma mulher forte e sem compaixão, Sofia Alcázar y Valle, com quem tem um filho, André Alcázar y Valle. Dona Sofia, é uma mulher de caráter forte, muito severa, e distinta, ela é prima do respeitado Conde de Altamira.

Francisco teve um caso extra-conjugal com uma mulher casada que era maltratada por seu marido. A mulher ficou grávida e morreu quando a criança tinha três anos. O menino, um filho bastardo, é na verdade o primogênito de Francisco.

Em sua gravidez, seu marido se recusa a deixá-la ir, não permite que Francisco saiba que o filho é dele, e tampouco o reconhecem como sendo dele. Então o menino, chamado João, cresce sendo conhecido como João do Diabo, porque não tem sobrenome. A mãe de João morre pelos maus-tratos que recebia de seu marido e o menino acaba crescendo sem amor e educação, em situação de pobreza e abandono.

João até os 15 anos de idade foi criado por seu padrasto, um homem bêbado e vagabundo que só lhe ensinou malandragens. O padrasto de João morre. Francisco Alcázar, ao saber da existência desse menino, esconde esse fato de todos, mas convida-o para morar em sua fazenda com sua família, alegando que ele será um colega para seu filho André. Sofia descobre a verdade e tenta se livrar de João, mas Francisco se opõe.

Francisco sofre um acidente, quando montava um cavalo, justamente quando iria reconhecer legalmente João como seu filho, como havia planejado. Francisco, no entanto deixou uma carta com as suas intenções para seu amigo e advogado Noel Mancera. Sofia intercepta a carta e esconde. Em seu leito de morte, Francisco manda chamar seu filho André, que é apenas uma criança, e lhe diz a verdade, e lhe pede para cuidar de seu irmão João. Após a sua morte, Sofia manda embora João sem dizer nada a André, que sofre muito.

Passa-se quinze anos. João, um homem que viveu entre os marinheiros e piratas no porto, ganhou uma reputação duvidosa com os negócios do contrabando sujo, ganhando seus combates e sendo justo com seus homens, recebe uma fidelidade sem limite. É também um mulherengo, mas ninguém tem roubado o seu coração. Ele sabe quem era seu pai, porque o advogado Noel Mancera lhe havia dito, ele se tornou o seu melhor amigo e o único que lhe deu alguma educação. Noel Mancera ofereceu seu sobrenome, mas João se recusou porque não precisava disso para os seus negócios.

Mônica e Aimé são filhas da viúva Catarina de Altamira, ainda que irmãs, são totalmente distintas. Aimé foi criada por uma tia na capital, frequentou escola para moças, e os mais altos saraus da sociedade mexicana tentando encontrar um marido rico, porém suas tentativas eram todas em vão, já que apesar do nome Altamira que ostentava, a sedutora dama não tinha dote, já a doce Mônica, ficou aos cuidados de sua madrinha Sofia com o intuito de preparar uma verdadeira "senhora" para seu filho André Alcazar que só tinha visto a noiva quando tinha apenas 8 anos de idade.

Na capital, André recém chegado da Europa (onde passou mais de 15 anos estudando), conhece sua prima Aimé, e se apaixona por ela. André conta este fato à sua mãe quando este vai visitá-la. Sofia informa à sua prima Condessa Catarina, os sentimentos de seu filho.

Quando Catarina descobre que a sua filha foi rejeitada fica consternada, sabendo que isso poderia significar a ruína de sua família. Por outro lado, ao saber que André, na verdade, ama sua outra filha Aimé, fica horrorizada com o pensamento de como ficará Mônica com seu coração, mas aceita o novo compromisso.

Quando Mônica descobre os sentimentos de André, fica desesperada, pois não haveria mais o casamento que sempre sonhou. Ela fica doente, mas depois da recuperação, decide entrar para o convento e tomar os hábitos. Diz a todos que se sente aliviada porque André quebrou o seu compromisso e passa a fingir que sempre teve uma vocação religiosa.

Um dia, enquanto Aimé passeava na praia, avistou um homem que tomava banho em uma casa na praia e começou a espioná-lo. O homem era João do Diabo. Aimé, não conhecia nem a ele e nem a seu passado, tampouco sabia que ele era o filho de Francisco de Alcázar y Valle. Ela o observou distantemente, mas João percebeu sua presença.

Nos dias subsequentes, Aimé retornaria várias vezes para espiar João. Ele decide então armar uma armadilha enquanto ela está escondida esperando por ele. Assim que se conhecem eles têm um breve romance e se apaixonam.

André volta para a aldeia. Com a aprovação de sua mãe, e da Condessa Catarina, ele pede a mão de Aimé em casamento, algo que ela aceita, apesar de seu relacionamento com João.

Por outro lado, João começa a pensar que poderia se casar com Aimé, e um dia lhe pergunta se ela casaria com ele se ele fosse rico, ela responde: "Se fosse, por que não?".

Com essa pequena esperança João decide fazer uma viagem de dois meses para acumular uma fortuna e ser apresentado à família de Aimé como um bom futuro marido. Seu mentor, o advogado Noel Mancera, oferece-se para dar o seu sobrenome quando descobre que João está apaixonado por uma mulher, desconhecendo que a moça pela qual João está apaixonado é a Condessa Aimé de Altamira. João parte e Aimé promete esperar e casar com ele, apesar de já estar comprometida com André.

Depois de várias semanas, rumores estão começando a chegar de que João do Diabo havia sido detido em sua viagem e condenado a 10 anos de trabalhos forçados. Face a esta notícia, Aimé continua com o seu compromisso com André e o casamento se realiza.

João chega à cidade, no dia do casamento de Aimé e André. Apenas no dia seguinte, quando se reúne com Noel Mancera, ouve sobre o casamento que se realizara. Então, imediatamente parte para a fazenda de André, chamada "Campo Real", para confrontar e levar Aimé para forçá-la a cumprir sua promessa.

André, que nada sabe do seu parentesco com João e da aventura que este teve com sua esposa, decide empregá-lo como o novo administrador de sua fazenda.

Entretanto, Mônica abandona o convento e encontra-se com sua família na fazenda dos Alcázar y Valle. Ela começa a ser chamada de "Santa Mônica" por João e junto com sua mãe acabam descobrindo o romance que este viveu com Aimé.

André pretende reparar sua ofensa casando Mônica com seu amigo Alberto de la Serna, já que esta havia deixado o convento.

André descobre que João é realmente o seu irmão e que ele teve um caso indecente com alguma mulher da casa. André é incapaz de imaginar a verdade e imediatamente pensa que se trata de Mônica.
Devido a esse equívoco, Mônica é obrigada a se casar imediatamente.

Ela aceita para proteger André e sua irmã da vergonha, do escândalo e de suas consequências. Sendo já nomeado com João Alcazar y Valle, este contrai matrimônio com a Condessa Mônica de Altamira.

João e Mônica, apesar de casados por outros interesses, se apaixonam, mas não será fácil viver felizes para sempre. Apesar de estarem casados, não sabem se querem um ao outro ou só se respeitam.

João, que não tem certeza do amor de Mônica, tenta descobrir o que ela sente por ele, porque não sabe se ela ainda ama André, mas pouco a pouco, tal como ela, vai se apaixonando sem perceber. Mônica sempre negou querer André, e em uma conversa em que ambos confessam suas vidas e anseios, Mônica declara seu amor por João, que quer acreditar nela, porque ele já demonstra não estar mais interessado em Aimé.

Mas Aimé, que não está contente por ter perdido João para sua irmã, prepara um jogo escondendo um retrato de André, onde Mônica declarava o seu amor, dentro de uma roupa que deixou na casa de sua mãe, e a envia para a casa de João. Quando ele encontra, sente muita raiva e pede explicação à Mônica. Ela se recusa a explicar, ele então vai para a cantina do Tuerto e apenas a intervenção do Sr.

Noel faz com que João volte para casa e peça perdão à Mônica, dizendo que ela é a única que o deixa louco, e que se mataria por ela. Passam-se os dias e os dois felizes e apaixonados até que João tem que partir por conta dos seus negócios.

Espíndola e seu amigo Guadalupe Cagigas, preparam uma armadilha para acusar João de contrabando de armas e homicídio. Após o seu regresso, João é preso em sua casa juntamente com Tuerto e Noel, que foi libertado pouco tempo depois.

Espíndola não deixa que Mônica veja João, mas permite Aimé. Enquanto isso, Dona Sofia, consciente do amor que teve sua nora Aimé e João, traça um plano com o seu amigo Alberto de la Serna para se livrar de João e Aimé: dizer a ela que eles vão escapar juntos, e a ele que fugirá com Mônica, para matar sua nora a e João fingindo um acidente.

Como João não confia na senhora Sofia decide, antecipadamente, sua fuga. João agride Espíndola, e é ferindo com gravidade. Tuerto atira e mata o chefe de prisão. Assim conseguem fugir, mas como João está muito ferido, o levam para a cabana da curandeira Tehua, onde também esconde Aimé.

Entre Dona Sofia, Alberto de la Serna, e Guadalupe Cagigas fazem correr rumores que dizem que João e Aimé escaparam juntos no barco de Cajigas, que fazem explodir para fingir que morreram mesmo.
Oportunamente o juiz, em São Pedro se retira e é substituído por Marcelo Romero Vargas, que vem acompanhado por sua cunhada Amanda, viúva do seu irmão e de sua sobrinha, Mariana.

Logo ficam sabendo que Mariana não é filha do marido de Amanda, mas de Noel Mancera. Romero Vargas, que tem um senso de justiça, assume o caso de João, apesar de estar tramitando o processo de certidão de óbito. Noel descobre que as armas encontradas na caravela de João não são provenientes do contrabando, mas de uma apreensão anterior de um outro prisioneiro morto que estava na prisão e que foi réu apenas antes de João.

Mônica, destruída pela dor e luto como todos, acredita que João e sua irmã haviam morrido. Vários dias depois, Mônica descobre que João está vivo e decide vender a casa e o barco para fazê-lo voltar.

Aluga a casa para o novo juiz, e volta para a casa de sua mãe. Apresenta os documentos do navio para que André o venda. Ele compra para se desfazer dele e entrega à Batista, o seu capataz, que afunda o navio.

Mônica, que não cabe em si de tanta alegria ao ver João, cuida de suas feridas e propõe uma fuga juntos, mas João se nega porque não quer fugir a vida toda da justiça, porque ele é inocente, nem de André, que acredita que ele fugiu com a sua esposa e agora pode querer vingança.

Quando João reaparece na missa diante de todo o povoado, André o desafia para um duelo e quando isso ocorre, André estava tão bêbado que falha por duas vezes.

Mônica disse que não podia suportar ver João na prisão. João decide que o melhor seria se afastar dela até que fique provado que ele é inocente. Ele vai para uma fazenda abandonada, e quando Mônica o procura para contar que era incapaz de recuperar o barco que afundou, ele a faz acreditar que o barco era mais importante que ela, e encontra uma desculpa para ela ficar longe dele.

Entretanto, André sabe que Aimé era o amante de João e apenas a mantém em casa à espera de um filho, mas Aimé sofre um aborto, e para esconder a situação, ela decide sair à cavalo e fingir que caiu. Batista, para se vingar de seus patrões, coloca uma pedra embaixo da cela, e enquanto Aimé galopa o cavalo se irrita e a derruba nas rochas. Gravemente ferida, morre, mas não antes de fazer Mônica prometer que nunca mais voltará para João.

André, agora, viúvo, percebe o erro em ter se casado, e decide retirar seu sobrenome. Assim, o casamento seria anulado, pois João Alcazar y Valle deixa de existir.

João se entrega à justiça para esclarecer todos os fatos. Aproveitando a situação e inconformada pela morte de sua filha Aimé, Dona Catarina vende sua casa para João, mas sem Mônica saber que ele a compra. Dona catarina decide, então, ir com Mônica para a capital para a casa de sua tia Amália.

Quando João sai da prisão três meses mais tarde, indo para a capital para buscar sua esposa, sua prima lhe diz que Mônica não quer vê-lo. Desolado, volta a São Pedro.

Dona Catarina vê com bons olhos que André quer casar-se com Mônica e tenta convencê-la a aceitar. Mônica encontra-se novamente com João, que deseja falar com ela e explicar tudo, mas ela se recusa. Então João vai à noite na casa de André, para tentar entrar no quarto onde Mônica dorme com sua prima, pronto para obrigá-la a ouvir mesmo que ela implore para ele ir.

Saindo do quarto é surpreendido por André e Batista. Começa uma briga entre os irmãos. Batista dispara contra João para proteger André, mas Mônica se interpõe e fica ferida.

Determinada a não suportar mais que os dois irmãos a tenham como moeda de troca, ela aluga um quarto e passa a viver sozinha, mesmo com a oposição de todos.

Além disso, como Dona Sofia não quer que seu filho se case com Mônica, em seguida, culpa sua prima Catarina e suas filhas por todas as suas desgraças. Ela pede para que Mônica volte para seu marido João.

Vem à luz novamente a carta que Francisco escreveu reconhecendo João como seu filho. Sofia e Alberto novamente armam um plano para atacar e roubar a carta de Batista, que acreditavam estar com ele, mas João pensa o mesmo e embora saiba que só vai encontrar o envelope, pensa que isso será suficiente para provar a existência da carta para o juiz Romero Vargas.

Quando Batista é espancado pelos mercenários de Alberto, o envelope não aparece, algo que desaponta muito Sofia, porque ele o escondeu no chapéu. João acredita que foram atrasados, mas o chapéu está com Tuerto que acaba aparecendo com ele.

Uma noite, André, bêbado e ansioso por vingança, entra no quarto de Mônica e tenta possuí-la a forças, dizendo que, se João teve Aimé, ele também teria direito sobre Mônica, mas as súplicas delas fazem ele ver o que estava prestes a fazer e vai embora.

João continua insistindo com Mônica que o quer tanto quanto ele a quer. E mesmo correndo perigo, pretende visitá-la à noite em seu quarto. A dona da pensão reclama que não é digno Mônica receber visita de homens em horário inoportuno.

João, que recuperou o seu sobrenome graças à carta e ao juiz Romero Vargas, leva Mônica para a casa que era de Dona Catarina.

João descobre que Mônica está esperando um filho, mas ele diz que não se importa se for de André.

Finalmente, André convida João para ir à sua casa e, enquanto os dois estavam ali, acontece um terremoto que faz desabar a casa sobre suas cabeças. André fica preso sob os escombros e João, comovido, salva sua vida apesar de tudo.

Corre de volta para sua casa em ruínas e descobre que Mônica desapareceu. Desesperado, busca incansavelmente por dois dias entre os mortos e feridos, até que ela finalmente aparece na casa de Tehua. Ele segue para lá e sofre uma emboscada de Batista e os seus homens para matá-lo, mas se joga na água, onde Batista pensa que ele morreu, e Mônica, que o viu, pula atrás dele.

André, ferido pelo terremoto, ciente de que João salvou sua vida, apesar de tudo, reconsidera. Faz a mãe saber que ele não quer saber dela de novo, porque ela com suas intrigas só destruiu sua vida, e com raiva ele mata Batista quando este pretende asfixiar Dona Sofia.

Ao saber que João está em casa, André vai até lá decidido a esclarecer que nunca abusou de Mônica, pedindo perdão por tudo e dizer adeus a seu irmão.

Finalmente, João e Mônica puderam viver felizes.


CURIOSIDADES

Enrique Lizalde, que desempenhou o papel de "João do Diabo" na versão de 1966, desempenhou o papel de Noel nessa produção.

Coração selvagem se tornou uma das maiores telenovelas da história, além de ganhar o prêmio "TVyNovelas" como a melhor telenovela de 1994, que deu a volta ao mundo se tornando uma das mais vendidas pela Televisa.

Em 2009, uma nova versão, protagonizada por Aracely Arámbula e Eduardo Yáñez, foi produzida por Salvador Mejía para a Televisa.


COMENTÁRIOS

Nunca a Televisa esteve tão ambiciosa quanto nesse projeto. José Rendon, o produtor da novela, não errou, e Coração selvagem foi um estrondoso sucesso. Foi um épico, que marcou tanto, que nem dez anos pôde apagar o tamanho desse sucesso.

Aqui no Brasil, a telenovela foi apresentada três vezes, duas na CNT em 1997 e uma no SBT, em 2000.

A telenovela era a terceira reedição de uma história já consagrada pelo público. Nesse remake porém, a perfeição foi alcançada, reunindo um elenco feito especialmente para brilhar. Érika Buenfil seria Mônica, que acabou ficando com Edith González, que por sinal, inicialmente seria Aimé, papel que acabou consagrando Ana Colchero. Ariel López Padilla e Eduardo Palomo por pouco não estiveram na telenovela, mas felizmente acabaram ficando com os papéis de André e João do Diabo, respectivamente.

A trilha sonora e o figurino eram inéditos até então. Vários dos temas instrumentais da trama foram usados em telenovelas posteriores, e a partir de então, a emissora passou a cuidar melhor de suas trilhas sonoras. O figurino também foi confeccionado especialmente para a novela, e mais tarde, também foi reutilizado.

Com o elenco principal definido, começou mais uma trajetória de sucesso onde todos se destacaram. Ariel López Padilla jamais havia tido destaque em nenhuma telenovela, e foi uma revelação na pele de André Alcazar, um jovem rico e arrogante. Edith González como a sensível Mônica emocionou o público, que torceu do início ao fim pela personagem, brilhantemente interpretada. Cláudia Islas personificou a malvada Sofia, papel especialmente pensado para ela.

Yolanda Ventura como a impulsiva Açucena foi um ótimo destaque, viria a ganhar mais papéis principais a partir daí. A telenovela também revelou outros nomes, como César Évora e Verónica Merchant. Cabe ainda destacar o primeiro ator Enrique Lizalde, que como sempre, saiu-se muito bem.

Sobretudo, o grande destaque feminino foi a vilã Aimé e Ana Colchero que souberam aproveitar muito bem a oportunidade, tanto é que ofuscou muito Edith González. Rolam até comentários que Edith, sentindo-se apagada por Ana Colchero, pediu a saída de Aimé antes do previsto (tanto é que ela não morria exatamente no final da telenovela), e mais: Edith teria pedido aos diretores para sempre ficar de frente para câmera e exigia mais closes, onde Ana Colchero sempre ficaria de costas. Verdade ou não, Ana Colchero nem assim ficou por menos, e brilhou como a perversa irmã da heroína.

Eduardo Palomo ganhava seu primeiro papel estelar, e logo consagrou-se como João do Diabo. Ele foi um verdadeiro heroi, mas julgado um pirata pela alta sociedade da época. Apaixonado inicialmente por Aimé, ele apaixona-se pela doce Mônica, e tem seu sangue nobre reconhecido por alguns, tornando-se um grande líder. Eduardo esteve absolutamente perfeito no papel. Ele e Edith formaram um dos pares mais marcantes de todos os tempos. Eduardo e Edith projetavam a química perfeita na tela.

Mas há um fantasma quanto ao que se diz de Coração selvagem: nenhum dos principais envolvidos conseguiram igualar ou superar o êxito da telenovela depois. Eduardo Palomo tentou outras vezes usar uma fórmula parecida com João do Diabo, mas nunca com o mesmo sucesso. A própria Edith González, ainda emplacou êxitos como Nunca te povidaré e Salomé, mas também sem conseguir superar Mônica de Altamira. Ana Colchero ganhou um personagem estelar mais tarde, em Alondra, mas ainda que não tenha fracassado, não teve o mesmo alcance. Cláudia Islas ainda ganhou bons papéis, como a Amparo em Marisol, mas logo caiu no ostracismo e foi para a TV Azteca tentar algo melhor. E José Rendon, o produtor, só emendou fracassos após esse sucesso.

Apesar de tudo, os atores são muito agradecidos, afinal Coração selvagem proporcionou um sucesso avassalador para cada um deles. Eduardo Palomo não nega que João do Diabo foi seu personagem mais querido, assim como muitos outros.

Coração selvagem foi uma das primeiras telenovelas a ganhar praticamente todos os prêmios TVyNovelas (telenovela, ator, atriz, revelação masculina e feminina, primeira atriz, escritora, produtor, fora prêmios técnicos como figurino, direção e trilha sonora). Também pudera, foi um verdadeiro clássico da Televisa, e que seu sucesso jamais será esquecido nem apagado.
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6 comentários:

meu eu disse...

minha nvla preferida amo eduardo palomo e edith juntos fizeram dessa obra prima um sonho de amor que tdas as mulheres querem

Beto disse...

Não sei nada sobre a novala

eliane disse...

amei essa novela, foi a mais linda que assisti em toda minha vida queria o dvd mais não encontro pq no you tube esta em espanhol

Anônimo disse...

Queria ver de novo essa novela foi petfeita.

Kika Marcato disse...

A novela está disponível no youtube, mas em espanhol. Mesmo assim, fácil de entender. Bjus

Anônimo disse...

A melhor novela que ja vi! Apaixonante!